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terça-feira, 16 de julho de 2019

Não foi por acaso

Para ti miúda, que nunca baixas os braços. Que vais da lágrima à gargalhada em três segundos. Que fazes de adulta mesmo que não te peça e exageras nesse papel porque nem sempre te permito que sejas sempre criança. Desculpa que te faça crescer tão depressa, não era suposto. As voltas da nossa vida oprimiram o meu querer, sei que não te importas, melhor, sei que quase nunca te importas mas um dia, se não cresceres demais até lá, vou ignorar as birras e as queixinhas e poderás de novo ser a menina pequenina que não tem de se portar que nem gente grande. E olha que conheço gente grande que não te chega aos calcanhares.
Parabéns minha pequenina, pelos teus nove anos e por me encheres de orgulho a cada dia que passa. E obrigada, por me fazeres rir com as tuas calinadas dignas de uma miúda de nove anos e de não te importares com isso. De quereres sempre o meu abraço antes de adormecer. De ser o meu colo aquele que preferes para enxugar lágrimas.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Tenho muitos livros por ler

Fomos buscar macaquita à escola e como chegamos 10 minutos antes da hora, saquei do livro que trago sempre na mala e perguntei-lhe se podia ler ou se queria conversar.
-Podes ler mamã, eu fico a ouvir a música.
20 segundos depois.
-Mãe, podes ler!
-Estou a ler, macaquito.
-Mas não estás a mexer os lábios.
Pela primeira vez percebi que ele ainda não tinha entendido que se pode ler em silêncio, na verdade sempre que leio com eles fazêmo-lo em voz alta, eu leio para eles, eles lêem para mim. 


E pensando bem nisto, constato que em 9 anos poucas foram as vezes que consegui ler os meus livros quando estão comigo em casa, a menos que estejam a dormir...

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Comme il faut

Costumo aceder ao pedido do bolo temático, os cupcakes e convites personalizados, assim como os saquinhos de oferta deixo para as pessoas que têm tempo, dinheiro e paciência a rodos. Este ano o pedido foi para a Patrulha Pata, corri Ceca e Meca e nada, olhem para mim a hiperbolizar mas na verdade, fui a todos os hipermercados, lojas de cake design e até de brinquedos e nada de coisas caninas alusivas ao tema. Sou eu quem faz o bolo por causa das intolerâncias alimentares, logo não dá para ser impresso ou com aquelas tretas em pasta de açúcar que se faz em qualquer pastelaria. 
Puxei pelos dois neurónios que ainda me restam e enquanto ensacava a tralha para irmos para a aldeia, enfiei uma nave espacial no saco, umas bolas de esferovite e uma caixa de guaches na expectativa de inventar qualquer coisa que resultasse.
E não é que correu bem? Nem se lembrou do que tinha pedido e estava radiante com os planetas e um brinquedo que nem percebeu que era dele.



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

1,2,3,4,5,6,7,8, ∞

Fiquei-me pelo caminho no dia em que te tomei nos braços, as mil coisas que não fiz também tu as não tinhas feito, assim, fiquei-me pelo caminho. Abriste-me as portas que eu nunca arriscaria abrir sozinha, pintaste o mundo de outras cores, todas as cores, de repente, tudo ficou azul. Negaste-me os monstros que me ensombravam os sonhos,  derrubaste barreiras, confinaste os medos em frascos de riso, mostraste-me que não se enunciam tragédias sem prever comédias. Tornaste-me melhor, arrogo-me dizer que atingi a perfeição nisto da maternidade porque te reconheço os defeitos, as imperfeições, os sarilhos e empecilhos e consigo amá-los como se de virtudes se tratassem.
Fiquei-me pelo caminho, sigo a estrada que reescreveste e tenho a certeza que daqui para a frente amar-te-ei até ao infinito.
Parabéns puto!