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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Logo ela que é apaixonada por Londres e a rainha de Inglaterra

Hoje estudámos inglês para o teste de amanhã. Estava tudo bem sabido, à excepção do verbo Ser, onde havia uma pequena confusão. 
Depois de jantar, enquanto me metia com ele e regateavamos a hora de ir para a cama, digo-lhe que pode ficar mais 5 minutos, na condição de me dizer corretamente o verbo To Be.
Ele ria-se e reclamava em jeito de brincadeira.
-Vá, mais 5 minutos mas tens de cantar o verbo To Be.
Do outro lado da sala, Macaquita intervém. 
-Oh, é fácil. Eu tubi, tu tubis, ele tubi...

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Um dia vou lá assistir

Macaquito odeia as aulas de formação musical, tem de escrever e nas palavras dele "o professor não é divertido, nem diz piadas..."
Contaram-me, entre outras, que numa aula destas o professor o mandou fazer uma leitura duma partitura.
- Eu faço a leitura mas tem de ser em homenagem à minha irmã Macaquita.
- Vá meninos, uma salva de palmas para a irmã do Macaquito. - pede o professor a todos os outros.
Não sei se o professor é divertido ou não mas lá paciente é com certeza. 

domingo, 18 de agosto de 2019

Duas luzes brancas


Entre muitas outras obsessões macaquito mais recentemente criou uma fixação por mapas e luzes de marcha atrás, controla todos os carros para perceber se têm uma ou duas luzes brancas quando alguém faz uma manobra, atribuindo suficiente ou muito bom consoante o número de luzes brancas.
Fomos à estação de comboios buscar uma pessoa, macaquito esperava ansiosamente a chegada do comboio que trazia um atraso de mais de 10 minutos, depois de controlar cada volta do ponteiro dos segundos e de ouvir a gravação que anunciava a chegada do comboio na linha número um, fixou os olhos na linha até ver a composição.
-Olha mãe, vem ali... Está a chegar! - gritava de entusiasmo. - Não acreditooooo! Mãe, mãe, o comboio vem em marcha atrás e tem MUITO BOM!!! 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Onde está... o Zé?

Hoje lembrei-me desta história no caminho para o trabalho e ri-me tanto como quando aconteceu.
Tinha macaquito aí uns 4 anos e meio e durante umas boas semanas falava muito num "Zé" que às vezes era "José" e outras "Senhor Zé". Ninguém sabia quem era o Zé, ele não conseguia explicar mas o pormenor da coisa é que o "Zé" vinha cá a casa muitas vezes. Quando? Querem saber quando?
-Quando a mamã vai tomar banho!!
A dada altura comecei a ficar atrapalhada com esta conversa, tentei indagar, tentei que me explicasse de todas as maneiras e mais algumas mas não conseguia perceber. Até que um dia, descobri quem era o "Zé".
-Olha mamã, o Zé!
O Zé era, naturalmente, o José Rodrigues dos Santos que apresentava o telejornal, programa preferido de macaquito na altura, ali estava ele... todos os dias...na minha cozinha... não no chuveiro.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Um dia deixo de o levar à rua

Fui beber um café e levei macaquito, sentei-me na esplanada e ele entrou para se meter com o dono do estabelecimento. Após uma catrefada de disparates que eu ouvia-a perfeitamente de onde me encontrava, apercebe-se que ainda não meteu conversa com um dos senhores presentes, apesar de não o conhecer.
-Bom dia cavalheiro, então como está o meu caro amigo? - pergunta no seu tom mais formal.
-Bom dia, olha, mais ou menos, estou mais ou menos. - responde-lhe o interpelado.
-Então, o que se passa? A sua esposa não o faz feliz? 

domingo, 17 de março de 2019

Melhor padrinho de sempre

No meu trabalho tínhamos três coelhos anões que, por serem duas fêmeas e um macho e por se reproduzirem que nem coelhos, já vão em treze. Tenho o hábito de tirar fotos e fazer vídeos dos nossos animais para mostrar aos miúdos e o resultado foi que macaquita se apaixonou por um dos coelhinhos da última ninhada e está farta de me pedir que o traga para casa.
Hoje ao deitar, estava na palhaçada com macaquito e veio à baila a história do coelhinho cinzento que a irmã tanto quer, e perguntei-lhe o que lhe havíamos de chamar:
-Huuummm, já sei! Ventoinha?! Não espera... Hélice!
-Hélice?- pergunto eu.
-Sim, o melhor na amigo da Alice é um coelho!
Portanto se algum dia convencermos o pai a trazer um coelho cá para casa, chamar-se-á Hélice in Wonderland.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Juro que o tento educar melhor...

Enquanto arrumava o meu quarto percebi que macaquitos se desentendiam na sala, a forma de resolver os problemas entre eles é desviar o foco do assunto que, a maioria das vezes, é tão complicado como decidir qual o canal de desenhos animados que cada um quer ver.  Opto quase sempre para chamar apenas um e desviar a atenção do não assunto.
-Macaquito, chega aqui à mamã. - chamo do quarto.
-Sim mãe?!
-Ajuda-me aqui a fazer a cama para eu me despachar mais depressa.
-Ok, vou aqui para o lado do papá. - começou a puxar o lençol mas puxa sempre na direcção dele próprio e não da cabeceira da cama. Dei a volta e ajudei a consertar o lençol e o edredão, ficou apenas a dobra do lençol por fazer, voltei ao meu lado e dobrei pedindo-lhe que fizesse o mesmo mas puxou tanto a dobra que desmanchou quase tudo.
-Macaquito, que trapalhada. Eu não acredito que um rapaz com 11 anos ainda não sabe fazer a cama. - digo-lhe em tom de brincadeira.
-Não te preocupes com isso, quando eu crescer vou arranjar uma namorada e será ela a fazer a cama!

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Baseado no conto "O rato do campo e o rato da cidade"

Já nem sei o que levou à conversa, estávamos no carro a caminho da escola.
-Eu gostava mesmo de viver numa vivenda.-diz macaquita.
-Tens bom remédio, pegas no pai e vão os dois para a "aldeia", eu fico com o mano aqui e vemo-nos ao fim de semana.
-Tu não percebes, é como a história que o pai inventou no outro dia, os gatos da cidade comem do lixo e os gatos do campo caçam ratos para comer. Eu não quero ser um gato da cidade e comer do lixo. Quero ir para o campo caçar ratos....
... (pausa muito prolongada)

(continua) ...ah! Pois, os gatos do campo são como os humanos que caçam porcos para comer!
-Ah pois é! A malta do campo quando vai ao supermercado anda toda de caçadeira em punho para trazer porcos para casa. - respondo eu sem conseguir evitar uma barrigada de riso.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Alguém?

Macaquita contava-me impressionada o acidente de mota a que assistiu do recreio da escola, contava com os pormenores todos, veio um carro, acertou no senhor da mota que gritou e depois levantou-se e depois veio uma senhora ajudar e o senhor do carro também saiu mas o senhor da mota não se magoou...Quando percebi que não tinha sido nada de grave, comecei na brincadeira.
-Ainda bem que não fui eu, teria sido bem pior.
-Oh mãe! Isso não se diz. Gostavas de cair de mota?
-Claro que não, por isso é que estou a dizer que ainda bem que não fui eu.
-Coitado do senhor...
-Coitado do senhor do carro, ficou com uma amolgadela.
-Pára de gozar. O senhor podia ter-se magoado.
-Era novo ou velho?
-Sei lá, era da idade dos senhores dos correios.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Ao nível do Albarran no dramatismo

-Que é que estás a fazer?
-A coçar-te as costas, não gostas?
-Gosto! - de seguida faz-me uma festa na cara e dá-me um beijinho no nariz. -Eu adoro ser teu filho e adoro quando tu és minha mãe... Ahhhhh, se tu não fosses minha mãe, eu andava por aí sozinho, sem nada, sem pai, nem mãe, nem irmã, nem família... abandonado!

Uma trabalheira...

Depois de os mandar deitar vezes demais, mudei o canal de televisão e lá foram. Resulta sempre. Deitei-me um pouco na cama de macaquito e de seguida fui aí quarto da pequena que, como sempre, começou a fazer todas as perguntas que ficam pendente durante o dia.
-Vá, chega de perguntas, demoraram 20 minutos a vir para a cama por isso hoje não há mais conversa. - digo-lhe.
-20 minutos? Isso são quantos segundos?
-Quantos segundos tem um minuto?
-60!
-Faz a conta, 60 vezes 20...
-Sim mas e um dia, quantos segundos tem?
-Se um dia tem 24 horas e cada hora são 60 minutos tens de multiplicar 24 vezes 60 para achares os minutos e depois multiplicas esses resultado outra vez por 60 para achares os segundos.
-Essa conta é muito difícil, ajudas-me?
-Então 24x60=1440x60=86400 segundos
-Ehhhhh,  então o ponteiro pequeno tem de dar essas voltas todas?
-Sim. - respondi-lhe a rir. - O ponteiro dos segundos dá 86400 voltas todos os dias.
-Coitado, isso é muito trabalho. Um ponteiro tão pequeno...

domingo, 23 de setembro de 2018

Merece crédito pelo engenho

Pai macaco resolveu fazer mousse de chocolate, desvalorizando o facto de ter dado cabo da batedeira da última vez que a usou. Claro que as peças continuam no armário aguardando melhores dias para substituição (começo a perceber aquelas pessoas que guardam todos os tarecos, nunca se sabe quando podem fazer a diferença!)
-Então e agora como faço?
-Bates a mousse à mão, antigamente não havia batedeiras. -digo-lhe eu já adivinhando que havia de sobrar para mim. Fui à cozinha, juntei a quantidade de leite necessária e fui mexendo até me doer o braço.
-Vá, agora acaba que já me dói o braço.
Depois de experimentados todos os dispositivos eléctricos disponíveis na cozinha, desde a varinha mágica ao pé de puré e nada satisfazer os seus intentos, dou com ele a fazer isto...



Digam lá que o meu companheiro não é uma pessoa cheia de ideias?

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

À hora marcada

Depois de jantar.
-Macaquitos, vou beber café com a M., alguém quer vir?
-Eu vou mamã! - responde macaquito. -Tenho só de pôr o meu relógio. Posso levar o relógio?
-Claro, vai buscar para eu pôr.
Passado pouco tempo de estarmos no café, vem ao pé de mim. 
-Mãe, podes tirar-me o relógio?
-Posso mas porque é que o puseste?
-Para ter a certeza que chegávamos a horas!

Talvez importe referir que ele nem sabe ver horas nos relógios de ponteiros.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Quando crescer não quero ser

-Mãe, acho que já não quero ser carteiro.
-E já pensaste no que queres ser? Se bem que não tem pressa, tens muito tempo para decidir.
-Pois mas eu não quero ser carteiro, nem bombeiro, nem polícia, nem taxista... Acho que preciso da tua ajuda.
-E em que posso ajudar?
-Ajuda-me a decidir, preciso que me digas uma profissão que não dê muito trabalho, uma que não seja preciso fazer nada.



Estive para relembrá-lo disto mas resolvi deixá-lo decidir sozinho.


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Gaba-te cesta

Macaquito passa tardes inteiras nas traseiras de casa a andar de bicicleta, consigo vê-lo da janela e muitas vezes dou comigo a apreciá-lo e às suas tentativas de acrobacias desajeitadas. Vale pelo esforço, afinal faz tão pouco tempo que aprendeu a andar sem rodinhas. Encontrei uma vizinha e diz-me ela assim:
-No outro dia fartei-me de rir com o teu filho.
-Então?
-Fui à janela e ele andava ali atrás de bicicleta a falar sozinho...
-Pois, o costume.  - digo eu a rir.
-A dada altura ele vem muito depressa, chega ao fundo, dá um saltito com a bicicleta e diz muito alto. "Ai, ai que eu sou tãaaaoooo talentoso!"

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Contrato sem termo

Chego a casa e o pai conta-me que durante a manhã macaquitos se tinham desentendido por causa da consola e na sequência do desentendimento Macaquito" afiambrou" a irmã.  Pouco depois ele chega da rua.
-Mamãaa, chegaste!
-Dá cá um abracinho... hummm, tão bom. E então, como foi o vosso dia? O que fizeram?
-Jogámos consola, andei de bicicleta, a mana jogou à bola no campo....
-Que bom! E correu tudo bem? - de imediato fica com um ar constrangido.
-É melhor perguntares ao pai...
-Não me parece, se alguma coisa correu mal eu quero que tu me contes.
-Sabes, a mana estava a jogar e não fez o jogo que eu queria, eu enervei-me e bati-lhe. Desculpa...
-Não tens de pedir desculpa a mim. Sabes que isso não se faz, que é errado, eu também me zango e não te bato. É normal ficares zangado e enervado mas não resolves os problemas a bater. Se isso tornar a acontecer, eu vou zangar-me a sério contigo.
-Sim mamã, desculpa! Mas... mas... Só há uma coisa que eu não entendo...
-O quê?
-Porque é que contrataste a mana?- fiquei a olhar para ele com cara de "hã?", ele prosseguiu com a questão. - Porque é que a contrataste? Se já me tinhas a mim, o teu filho mais velho e preferido, não a devias ter trazido cá para casa.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

"Eu não te quero perturbar." Hã?!

Hoje fiz panados de peru (sem glúten) para o jantar porque precisava de qualquer coisa que macaquito pudesse comer frio amanhã, coisa que raramente faço por não gostar do cheiro em casa e especialmente porque não gosto de os alimentar com fritos, como tal, a festa à mesa foi tão grande que pareciam estar a degustar lagosta. Macaquita larga o garfo e começa por dizer.
-Mãe, mãe, na festa do Martim... - o entusiasmo inicial desvaneceu-se de repente. 
-Então?
-Olha mãe, eu não sei se devo dizer isto. Eu não te quero perturbar. - faz uma pausa, põe uma mão no meu peito e outra nas minhas costas. 
-Fala! Agora estou curiosa.
- A mãe do Martim fez uns panados na festa de anos dele, estavam tão bons, comi tantos, uns 5 ou 6, ou mais, acho que comi 8. Eram mesmo bons... estes também estão bons.... mas os da mãe do Martim...




domingo, 27 de maio de 2018

A necessidade aguça o engenho (ou a parvoíce...)

Depois do sarau e como macaquito não ia dormir em casa.
-Mamã, posso dormir na cama do mano?
-Claro, vai buscar a tua almofada e vai para a cama que eu vou já ao pé de ti.- fui ao quarto e acendi a luz de presença como faço habitualmente para macaquito.
-Não gosto nada de dormir com luz.
-Oh, desculpa. É o hábito, eu apago já.
-Não, deixa, não faz mal... 
-Então eu deixo até adormeceres e quando me for deitar, venho aqui apagar.
Por volta da uma da manhã, passei no quarto para apagar a luz e estive a rir-me sozinha até conseguir adormecer.  Querem saber porquê?! Estava ferrada a dormir nestes preparos. 




sábado, 26 de maio de 2018

Cheio de boas intenções

Sarau na escola, macaquito entra na terceira apresentação que consistia numa dança em roda, rápida e com muitos movimentos diferentes e que obviamente obriga a muita coordenação motora. Como habitualmente troca-se todo e faz tudo atrasado ou ao contrário dos demais. Na plateia vou brincando com macaquita.
-Olha o mano, todo baralhado. É mesmo "trambalazana", não acerta uma. - digo isto entre risos e palmas, costumo brincar com as dificuldades dele mas o orgulho que sinto só de o ver tentar mal me cabe no peito.  O pai de outra criança, sentado ao nosso lado, que não nos conhecia mas estava atento  (não o suficiente...) às minhas brincadeiras com a miúda e por consequência à "trambaladança" de macaquito, a dada altura decide intervir num tom paternalista.
-Eu acho que o miúdo tem um problema, deve ter algum tipo de deficiência. 
-Tem, tem... é meu filho!