sexta-feira, 15 de abril de 2016

Olho negro

Ontem chegou-me a casa com um "olho à Belenenses", a marca da armação bem vincada no rosto e na pálpebra, perguntei-lhe o que aconteceu. Pôs-se de pé para me explicar.
-Então, ia assim a andar e caí. Com a cara no tapete azul. - e ria-se da sua própria desgraça.
-E as mãos? - perguntei
-Estão aqui. - respondeu mostrando-as.
-Sim, eu sei. Tens de as utilizar para te defenderes quando cais, pô-las à frente para não dares com a cara no chão.
-Mas ninguém me atacou...
Tive de me rir, da forma literal como entende tudo o que lhe dizemos, assim como, da inexperiência na arte de cair já que tem muita experiência na queda, é quase diário. 

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Posso parecer insensível ao dizer isto mas já se tornou uma coisa do nosso dia-a-dia, já não estranho, preocupo-me mas não estranho. E ele tem uma resistência à dor fora de série, nunca se queixa, se a mazela não for visível por vezes só descobrimos por acaso.

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Dá cá bananinhas!