terça-feira, 9 de maio de 2023
Se me rir é só depois
quinta-feira, 6 de abril de 2023
Estimados clientes da CP
Peço muitas desculpas se o vosso comboio foi suprimido e tiveram de apanhar o mesmo autocarro que macaquito. Espero que o reportório tenha sido do agrado. Diz quem viu que foi bonito, eu cá tenho as minhas dúvidas. Mas no fim o que interessa é chegar são e salvo a casa. Também tenho muitas dúvidas nessa parte do "são".
É justo que não seja sempre eu a levar com ele, apesar da obrigação inerente...
quinta-feira, 30 de março de 2023
Analogia quase perfeita
Durante o pequeno-almoço:
-O Zelensky está a ser estranho. - diz macaquito enquanto passavam umas imagens na televisão.
-Porquê estranho? - pergunto.
-Porque está para ali a falar sozinho para duas cadeiras!
domingo, 13 de novembro de 2022
Macaquito a descomplicar
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Porque podes
Tudo o que ele quer é ser. Ser amigo, ser colega, ser aluno, ser filho, ser parte. De alguma coisa. Ser da turma, ser da escola, ser da equipa, ser da família. Sem filtros, sem rodeios, sem fingimentos.
Tudo o que lhe pedimos é que seja igual aos outros quando nós, os outros, queremos todos ser diferentes. Tudo o que lhe pedimos é que se submeta às regras bacocas e hipócritas duma sociedade pouco consciente e perversa, que, no entanto, sabemos estar a descambar e mesmo assim pedimos.
Que não tenha discursos disparatados, "ninguém percebe onde queres chegar...".
Que não sacuda as mãos, "parece que vais voar…"
Que não se isole, "assim não vais ter amigos…"
Que não se pendure "estás a ser aborrecido…"
Que não conte coisas "falas demais…"
Que não se feche "tens de dizer o que sentes…"
Vivemos de causas inúteis com a função única de conquistar audiências mas esse não é o mundo dele como não deveria ser o de ninguém. Se tudo o que ele quer é fazer parte, porque não preservar esse querer, de ser de toda a gente, igual a toda a gente mesmo igual aos que só querem ser diferentes.
Se tudo o que ele quer é SER, deixem-no ser, o que é, como é! Livre, imperfeito e genuíno.
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
Sempre refinado...
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Agora que já consigo rir-me do último filme de terror
Chegámos à casa da aldeia ou, como dizem uns amigos muito queridos (
-Olha, eu vou à frente abrir o portão. - anuímos, ele começa a andar, e quando estamos para arrancar atrás dele, o pai apita o carro na brincadeira. Longe dele imaginar que isso iria espoletar um episódio de susto, não me lembrava da última vez que aconteceu, o certo é que parecia que tinha sido atingido a tiro, levantou os dois pés do chão e caiu como se fosse uma tábua. Ouvi o baque da cara dele a bater no chão e pensei imediatamente que tinha ficado sem dentes. Saí do carro em segundos e só via sangue, agarrei nele da forma mais estúpida que me ocorreu naquele momento e andei o resto da rua até casa com ele por um braço. Já dentro da propriedade, abri a torneira da Fonte de Pedra (
Pedi a macaquita que me trouxesse uma toalha lavada, mudei-lhe a t-shirt, para não parecer que se estava a esvair (mais ainda!) e levei-o para o hospital.
Os oito quilómetros que separam a casa do hospital pareceram oitocentos, especialmente ao nível auditivo, supus que nunca mais recuperaria a audição depois daquela gritaria toda. Entrámos nas urgências e a primeira pergunta que ocorreu ao segurança, muito menos competente que a nossa vizinha, foi:
-Então, há azar? - apeteceu-me responder que não, que só tínhamos entrado para um cafezinho e que macaquito preferia chá, daí a gritaria. Entrámos diretamente para a sala de urgência onde, acredito que TODOS, os médicos e enfermeiros de serviço assomaram à porta dos respetivos gabinetes para perceber que forrobodó era aquele. Disfarçadamente, expliquei a uma enfermeira que macaquito, apesar de parecer um adolescente drama queen, era autista e que estava em pânico, que não se iria queixar uma única vez de dores mas que iria panicar com todo e qualquer procedimento hospitalar, portanto, talvez fosse melhor arranjarem-nos um local discreto para continuar o serviço ou arriscavam-se a perder todos os outros pacientes para um hospital psiquiátrico.
Fomos encaminhados imediatamente para a cirurgia, a médica que nos atendeu não podia ter sido mais humana e competente, a enfermeira que lhe tratou todos os centímetros de corpo sem pele e queimados do alcatrão foi incansável e inteligente, deveras inteligente. Sabem como conseguiu que ele acalmasse antes de seguir para o RX? Emprestou-lhe uma cadeira de rodas. Foi o sossego a partir desse momento para todos, excepto para os pacientes na sala espera da cirurgia, a quem moeu o espírito com os seus relatos do acidente, perguntas sobre o estado de saúde e manobras artísticas na SUPER MEGA CADEIRA DE RODAS!
Foi muito assustador mas o pior já passou, claro que não estamos livre doutra, se bem que espero que não seja muito próxima ou qualquer dia fico-me com uma paragem cardíaca e depois não há ninguém que ature estas merdas.
Só vim aqui relatar isto tudo para saberem que estamos vivos e de saúde, apesar das novas cicatrizes, ele no corpo e eu na alma mas também para relembrar as pessoas menos conscientes destas problemáticas que sejam empáticas, mesmo quando vos parecer que o rapaz maior que a mãe está a fazer uma birra porque tem de levar meia dúzia de pontos nos queixos.
terça-feira, 3 de maio de 2022
Ideias fixas!
domingo, 1 de maio de 2022
Dia da mãe
Há coisas que não mudam...
Macaquita desenha-me coisas bonitas,
quinta-feira, 21 de abril de 2022
Na lotaria da vida, saiu-nos a sorte grande
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
Coisas da cabeça dele
Segunda-feira, fim de férias:
-Porque é que tenho de ir para a escola? Quem me dera ter um aviário.
Terça-feira, ao deitar:
Eu: -Espero que esta noite não haja passeios noturnos, nem brincadeiras com perfumes.
-Mas mãe, estava cheio de calor e todo transpirado. Aqueles lençóis são muito quentes!
(na noite anterior lembrou-se de ir para casa de banho despejar um frasco de perfume por todo o lado, menos nele. Acordei mais de 20 vezes com a boca a saber a perfume...)
Quarta-feira, depois da escola:
-Porque é que os professores mandam trabalhos? Eles não percebem que a minha vida é muito difícil.
Quinta-feira, ao almoço:
-Mãe, é difícil mandar vir um guarda-costas da internet?
Sexta-feira:
-A Dona G é muito engraçada, ri-se sempre das minhas piadas, mesmo quando são aquelas secas.
terça-feira, 12 de outubro de 2021
Não parem o tempo mas dêem tempo ao tempo..
Passei numa loja de roupa interior para repôr o stock de macaquitos que não param de crescer. Já não havia maneira de protelar, especialmente no caso de macaquito. Vejo o quanto cresceu quando passeia as "miudezas" com boxers demasiado pequenos para o material em stock. Assim, aproveitei uma das viagens à capital e lá fomos eu e ele. A dada altura, viu-me pegar nuns tops de menina e comenta num tom tão paternal que tive de me certificar que era mesmo ele quem estava ali ao meu lado.
-A nossa menina está tão crescida!
terça-feira, 20 de julho de 2021
Pérolas de macaquito
O nível de confiança que macaquito tem em mim está espelhado aqui...



