Ter dois filhos com necessidades educativas especiais, obrigou-me a arregaçar as mangas, obrigou-me a aprender coisas que nunca me passaram pela cabeça, sou mãe, educadora, terapeuta e professora dos meus filhos e tem dias que toda a logística que isso envolve me deixa completamente de rastos. É para mim inconcebível que os meus filhos tenham vedações só porque não nasceram iguais à maioria e porque os pais não têm condições financeiras para lhes proporcionar equidade. Por isso vou à luta, tento de todas as formas que a escola, pelo menos a escola, seja inclusiva e confesso que não está fácil. Ao longo dos anos tenho conhecido os melhores profissionais, alguns professores, técnicos, terapeutas, e auxiliares que mais que profissionais são pessoas com um coração enorme e que travam lutas iguais à minha pela igualdade mas há sempre o outro lado, aqueles que se estão pura e simplesmente a cagar ou aqueles que estão tão cientes de si próprios e daquilo que (não) sabem que se esquecem que os miúdos, mesmo os "normais" são todos diferentes e que por isso necessitam de abordagens diferentes.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Os que não se ajustam vão para onde?
sábado, 14 de novembro de 2020
O pimba que não há em mim...
Devia levar uma marretada na cabeça por cada vez que me queixei das viagens a Lisboa com macaquito a debitar episódios inteiros dos seus programas ou desenhos animados preferidos. Afinal o que é isso comparado com fazer a mesma viagem com macaquita a cantar músicas da Ariana Grande em loop?!
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
São treze caramba, treze!
Diz-me em que momento me distraí e te deixei crescer tão depressa, com certeza baixei a guarda no meio de uma gargalhada ou num assomo de disparate. Na verdade não importa quando, tanto me faz, não te preferia mais pequeno, nem te quero ver crescer depressa, quero que não te afastes de mim mas que não tenhas medo de seguir o teu caminho. Assim sigas, meigo, desajeitado, cheio de incertezas e sem culpa de nada, se o que és nem tu sabes, não tentes mudar nada a não ser a mente mesquinha de quem vive formatado. Segue o teu caminho, alheio a quem de ti nada sabe e que nada te pode ensinar. As tuas indefinições, contradições, absurdos e impossibilidades não são penas, são graças que só os afortunados poderão compreender. E afortunada que sou estarei sempre por aqui, a entrar no teu mundo sempre que quiseres e sem ânsias de tranquilidade, contigo aprendi que de obstáculos e dúvidas se faz o viver e seja qual for o rumo a seguir será sempre cheio de abraços, amor e disparate.