quinta-feira, 6 de abril de 2023

Estimados clientes da CP

Peço muitas desculpas se o vosso comboio foi suprimido e tiveram de apanhar o mesmo autocarro que macaquito. Espero que o reportório tenha sido do agrado. Diz quem viu que foi bonito, eu cá tenho as minhas dúvidas. Mas no fim o que interessa é chegar são e salvo a casa. Também tenho muitas dúvidas nessa parte do "são".
É justo que não seja sempre eu a levar com ele, apesar da obrigação inerente...

sexta-feira, 31 de março de 2023

Pode sempre alegar que neste momento estão a estudar a União Ibérica, são quase 300 anos de diferença!

-De quem são estes bilhetes? - pergunta macaquito.
-Não são bilhetes, são vouchers. - diz macaquita.
-Vouchers para quê?
-Para irmos à Batalha de Aljubarrota. - responde ela.
- A sério, meninos?  Bilhetes para IR à Batalha de Aljubarrota? Vocês andam na escola e não aprendem nada? - diz o pai meio danado.
-Então pai, a Batalha de Aljubarrota já foi há muito tempo, já não me lembro.

quinta-feira, 30 de março de 2023

Analogia quase perfeita

 Durante o pequeno-almoço:
-O Zelensky está a ser estranho. - diz macaquito enquanto passavam umas imagens na televisão.
-Porquê estranho? - pergunto.
-Porque está para ali a falar sozinho para duas cadeiras!

sexta-feira, 24 de março de 2023

A vida real de macaquita

Na caixa do supermercado enquanto aguardamos a nossa vez, macaquita repara no rapaz da caixa a rubricar um saco de transporte de compras que a pessoa que estava à nossa frente comprou e pergunta-me ao ouvido:
-Mãe, porque é que o senhor está a assinar o saco daquela senhora? Ele é famoso? 

A curto prazo

 

Dei comigo a olhar para a minha vida e a tentar perceber o porquê de não conseguir escrever nada vai para lá de muito tempo e concluo que já não me consigo rir das desgraças. Ter uma vida merdosa durante algum um tempo é fazível mas passar metade do tempo a arranjar remendos para tapar buracos começa a ser complicado.
Posto isto, decidi que andar cheia de ansiedade, levantar-me a meio da noite para me sentar sozinha e abandonada na casa de banho (está visto que às 3 da manhã ninguém me quer fazer companhia, à excepção talvez do gato mas a esse psicopata sou eu quem lhe dispenso a presença) e passar o dia a ter ideias de cocó para resolver problemas que não têm solução, não me pode roubar a vontade de escrever e por isso, vou tentar voltar, pé ante pé, devagarinho e com pouca vontade mas confiante que as gargalhadas desse lado me trarão coisas boas.
Há quem queiras carteiras, sapatos, jantar fora à sexta-feira (um luxo, diz o senhor do banco…), eu só queria uma cura para a esquizofrenia de algumas pessoas, o poder de ser invisível para enfiar um par de lambadas em dois jovens “adolescentes” que acham bué de cool ser bully e saúde já que o dinheiro nunca há de querer nada comigo!

domingo, 13 de novembro de 2022

Macaquito a descomplicar

Conversa entre amigos. 
-Então M. porque é que o teu pai vendeu o outro carro? -pergunta macaquito. 
-Oh, isso é uma longa história. 
-Longa? Mas pode ser curta, é só contares muito depressa! 


terça-feira, 8 de novembro de 2022

São cada vez mais frequentes as notícias sobre agressões em contexto escolar, isto porque nalguns casos, às agressões juntam-se os vídeos das mesmas, o que confere mais um crime e acima de tudo, nos permite constatar como está normalizada a violência entre adolescentes. Associados aos vídeos, os urros, as lamentações, manifestos de empatia com as vítimas, indignação com os agressores, a incompetência das direções escolares justificadas com desconhecimento, o silêncio dos pais dos agressores e a exploração mediática dos agredidos.
Revolve-me o estômago, a ineficiência da sociedade, o pouco que somos como pais, que justificamos a falta de civismo, educação e empatia dos nossos filhos com diagnósticos sacados num qualquer doutor importante que faz diagnósticos por dá cá aquela palha, ou com expressões "nem sei porque é que o nome do meu filho aí foi parar", porque nos custa admitir que falhámos. Entristece-me saber que nós, os pais, continuamos a reboque de comissões de proteção e de direções escolares que nos dão soluções, desculpas e formas absurdas de contornar a nossa incapacidade de educar os nossos filhos. Nem que seja convertendo a vítima em culpado.