Sugestões para quem quiser esticar as pernas... (ou o pernil).
sexta-feira, 20 de março de 2020
quinta-feira, 19 de março de 2020
Daqui por quinze dias já nem o nome deles sei...
Eram 9 da noite quando decidi telefonar a pai macaco, tinha entrado às 7 da manhã e apesar de não ser novidade as horas extras mas tendo em conta a circunstância atual, comecei a ficar preocupada.
Atendeu à terceira tentativa, estava a sair e daqui a nada estaria em casa. Desligo o tlm e macaquito interpela-me curioso.
-Estavas a falar com quem?- estranhei a pergunta mas respondi.
-Com o pai.
-Chamaste--lhe António!
-Não chamei nada.
-Chamaste sim! - retornou, revi mentalmente a conversa que não durou mais de um minuto, nem sequer tinha dito nada que pudesse soar a António. Olhei para macaquita que antes que eu pudesse perguntar me diz:
-Eu também ouvi António...
-Ok, ou eu estou maluca ou isto é uma alucinação coletiva.
-Vou dizer ao pai que lhe chamaste António. - diz macaquito verdadeiramente irritado.
-Acho que deves. Já está na altura do teu pai saber do meu Alzheimer!
Têm sido uns dias divertidos, funciona bem até às 16/17 horas, a partir daí macaquito fica impossível de controlar pois a alteração de rotina ainda não foi absorvida. Ao contrário das outras crianças, muito provavelmente, quanto mais tempo passar, mais tranquilo ele ficará, só espero é chegar até lá ainda com memórias de toda a família
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Coitado do professor de história
Antes das sete da manhã.
-Preciso de fazer uma pergunta ao professor de história mas não sei se ele me sabe responder. Podes ajudar?
-Posso tentar, diz lá.
-Como é que se imagina um tesouro? - percebi que se referia a um livro que tinha recebido nos últimos dias.
-Como é que se imagina um tesouro... Depende das pessoas, os tesouros são o que nós quisermos, o que manda mesmo é a imaginação.
-Ah, pois... E uma flor, como se sente?
-Podemos sentir uma flor de várias formas, pelo cheiro, a tocar, pelas cores. Tal como o resto, depende das pessoas, cada um sente à sua maneira.
-E qual é o sentido de um fruto?
-Ai macaquito, eu sei lá, é só perguntas difíceis logo de manhã.
-Tu não és muito inteligente, pois não?!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Não há nada que não lhe aconteça
Macaquito foi com o pai ver o avô ao lar. Passado algum tempo, recebo isto:
Não panicou, falámos tranquilamente por vídeo-chamada até chegar o carpinteiro e a única preocupação dele era eu estar a rir-me da situação.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Também sinto raiva
Tenho sido muito paciente, meu filho. Aceito de ânimo nada leve, todas as palavras que me contas que te dizem e finjo. Finjo que a maioria delas não tem grande importância, não quero que lhes dês importância, quero que enfatizes apenas as que valem a pena.
Ontem perguntaste se tenho nojo de ti, porque o Salvador assim te disse, que metias nojo e que eu e o pai tínhamos nojo de ti. Não te disse mas tenho nojo desse Salvador que não sei quem é, tenho nojo das palavras que lhe saem da boca, tenho nojo de saber que os pais do Salvador talvez não saibam mas deviam saber que o filho deles, tão pequeno, é uma criança má. Tenho nojo dos que te agridem e dos que te ignoram mas não te posso dizer. Digo-te que continues a fazer esse esforço tantas vezes frustrado de te incluíres num mundo que não é o teu e onde nem sequer te encaixas. Também te digo que não faz mal não seres parte de tudo ou de nada, que podes ser o que quiseres, que só não podes imitar os outros, porque ser igual aos outros é diferente de fazer parte de alguma coisa. Que te podes manifestar na tua individualidade mesmo que isso pareça estranho a tanta gente, que não podes copiar a maldade alheia mesmo que isso te faça sentir melhor. Não deixes que ninguém, nem mesmo eu, desenhe o teu caminho, fá-lo de estranheza, fá-lo de diferença, escreve-o em maiúsculas à máquina que só tu entendes mas nunca escrevas palavras que ouviste, se estas não forem as que te ouço quando me falas ao ouvido de mansinho. Faz o que te digo, não faças o que eu sinto...
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
Capacidade de improvisação
Ele só tem autorização para ligar o telemóvel quando sai para almoçar ou em emergências. Normalmente aproveita para me ligar ou mandar mensagens com pequenos nadas a que não posso dar grande resposta ou arrisco-me a meia hora de conversa.
E depois?
Depois sou agraciada com respostas destas...
E depois?
Depois sou agraciada com respostas destas...
domingo, 5 de janeiro de 2020
Até podia fazer sentido
-Ó mãe, quando os bebés nascem a barriga fica logo normal ou continuas gorda? - pergunta Macaquita.
-Demora uns dias a ir ao sítio, claro que fica mais pequena mas não é só o bebé que ocupa a barriga...
-Sim, eu sei. - interrompe ela - Há aquilo do tubo da Nestlé.
-Tubo da Nestlé????
-Sim, o tubo do cacau ou lá como se chama.
-Cordão umbilical! - nesta altura eu já não conseguia parar de rir.
-Pois, cordão umbilical. Sou mesmo parva, eu sei, mas quando falas nisso só me lembro de papas.
-Demora uns dias a ir ao sítio, claro que fica mais pequena mas não é só o bebé que ocupa a barriga...
-Sim, eu sei. - interrompe ela - Há aquilo do tubo da Nestlé.
-Tubo da Nestlé????
-Sim, o tubo do cacau ou lá como se chama.
-Cordão umbilical! - nesta altura eu já não conseguia parar de rir.
-Pois, cordão umbilical. Sou mesmo parva, eu sei, mas quando falas nisso só me lembro de papas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

