quinta-feira, 24 de julho de 2025

É juntar vinagre e faço uma salada...

Estava a contar a macaquita uma situação do trabalho em que senti que pode haver um dia em que as coisas podem correr mal com a clientela e que ao partilhar a situação com o meu colega de trabalho, brincávamos com o facto de ter um frasco de gás pimenta que encontrei há uns tempos junto a uma mini navalha, toda desconjuntada que não serviria nem para cortar manteiga no verão. Esmiucei todas as palermices e situações inusitadas que nos entretivemos a imaginar e termino com um:

- Bem, na verdade a minha única solução é fazer um testamento. 

- Não mãe, então não tens o spray de azeite??!


quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Talvez não...

Talvez gostasse de ver o mundo de fora mas estando nele, ver-me como se estivesse num filme. Provavelmente seria uma produção de baixo orçamento, com personagens estranhas, talvez me pudesse emocionar, largar a razão ou a falta dela, ver as coisas doutra perspectiva, os meus fantasmas e os meus defeitos, sem preconceito ou certezas absolutas, deixar o medo para trás e confrontar os maus da fita, nem que fosse a falar sozinha como a minha avó fazia com as novelas. "Velhaca!" dizia ela, entre outros impropérios que não vou repetir aqui. 

Dizer as coisas que nos estão atravessadas pode ser libertador, no entanto, a falácia a que chamamos respeito pelo outro, impede-nos de sermos livres. Quero a vida numa novela, quero ser a alcoviteira ou a desbocada que se liberta no meio de palavrões. Quero ler o próximo episódio numa revista de mau gosto daquelas que se vendem nos escaparates do supermercado. 

A vida é uma chatice porque só sabemos o que já aconteceu e o fim, do futuro nada sabemos. Em boa verdade, entre uma coisa e outra prefiro nada saber. A ignorância é um bálsamo de felicidade. 

sábado, 14 de outubro de 2023

Sweet sixteen

 

Era também quente o Outubro quando há dezasseis anos me passaste essa responsabilidade enorme de te ver crescer. As dúvidas são outras, o nó na garganta aperta mais nuns dias que noutros, é deitar-te a mão sempre que consigo e deixar-te cair quando o chão chega mais rápido que o colo, é sobretudo perceber que és o mais genuíno dos ingénuos, o que preenche os espaços em branco de emoções, o que se importa com os outros e que se perturba no sono por caber demasiado em sapato alheio. Não me fico pela tua empatia, essa é a tua maior vulnerabilidade, relevo-te a gargalhada fácil, o sorriso constante, as palavras que desmesuradamente dizes mesmo quando nada do que dizes parece fazer sentido, peço desculpa por nem sempre as compreender, por perder a paciência. E as parvoíces, acho que se alguma vez tiver de sentir saudades, será sempre das nossas parvoíces.

Parabéns palerma, estás mesmo muito crescido!



quarta-feira, 31 de maio de 2023

Olhar para os dois lados

-Macaquito, atravessaste a estrada sem olhar para cima. - alertou um amigo nosso. 
-Então?! De cima vêm as naves

terça-feira, 9 de maio de 2023

Se me rir é só depois

Devia haver um fio que pudesse puxar e que devagarinho esvaziasse a angústia que me enche por dentro. Ontem quase alcancei a ponta quando macaquita achou que eu estava triste porque não lavou os dentes, assomou-se um sorriso, um esgar de felicidade mas mal dei por ela, a ponta do fio escapou outra vez. 
O que vier depois será de rir ou chorar mais, o que vier depois que me leve esta inconstância, que me despeje as lágrimas todas de uma vez ou me faça rir até doerem todos os músculo da barriga,  o que vier depois que me resgate deste corpo onde me enfiei e no qual enceno sorrisos apenas para fingir que está tudo bem. O amor, este amor, é o que tenho de mais verdadeiro mas este amor extravaza por cada poro, consome a energia de cada célula do meu corpo, exorta todos os meus medos sempre que há algo que não consigo dominar. E este medo tolda-me o discernimento, arrasa todas as estratégias de sobrevivência, faz-me vergar. Acho que só preciso de um desfecho.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Ao cuidado de Macaquita: "Vai ao Google e pesquisa FRIDA KAHLO"

Macaquita lesionou-se na aula de educação física, enviou uma mensagem a descrever a situação e eu, ao invés de corrigir o erro ortográfico, achei que seria mais engraçado brincar com ela na esperança que chegasse ao erro sozinha. 


Ela só viu a mensagem de manhã e respondeu-me "Frida". Percebi que não tinha entendido nada e assim que entrou na cozinha, insisti:
-Frida ou ferida?- disse-lhe pronunciando cada uma das sílabas.
-Siiiiiiim mãe, Frida. Não é um calo!

Acho que ela ainda está a tentar perceber o meu ataque de riso, apesar de me ter pedido diversas vezes para não contar a ninguém. 
-Sim filha, fica descansada que eu não conto. - (riso maléfico).

sexta-feira, 21 de abril de 2023

O sofrimento vegetal

Macaquita entrou na cozinha para preparar o pequeno almoço, cortou uns morangos e quando foi à fruteira tirar uma banana, levou um responso do irmão pois tinha tirado a banana de forma errada. 
-Pegas no cacho, agarras a banana e depois puxas para a direita se a banana estiver do lado direito ou para a esquerda se... - dizia ele muito abespinhado.
-Claro! - digo eu com vontade de desconcertar ainda mais. -As bananas são um vegetal que sofre muito, se não as retirares de forma correcta do cacho.
Ela olhava meio incrédula para ambos e quando começa a cortar a banana às rodelas, eu começo a chiar que nem porco no abate.
-Vês? Isso é uma banana em sofrimento! - e insisto em fazer outros sons de sofrimento enquanto corto pão. -Já ouviste o pão? Também sofre muito.
-Isto é uma casa de gente maluca, eu vivo numa casa de gente maluca!
Pois vives minha querida, pois vives!

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Estimados clientes da CP

Peço muitas desculpas se o vosso comboio foi suprimido e tiveram de apanhar o mesmo autocarro que macaquito. Espero que o reportório tenha sido do agrado. Diz quem viu que foi bonito, eu cá tenho as minhas dúvidas. Mas no fim o que interessa é chegar são e salvo a casa. Também tenho muitas dúvidas nessa parte do "são".
É justo que não seja sempre eu a levar com ele, apesar da obrigação inerente...

sexta-feira, 31 de março de 2023

Pode sempre alegar que neste momento estão a estudar a União Ibérica, são quase 300 anos de diferença!

-De quem são estes bilhetes? - pergunta macaquito.
-Não são bilhetes, são vouchers. - diz macaquita.
-Vouchers para quê?
-Para irmos à Batalha de Aljubarrota. - responde ela.
- A sério, meninos?  Bilhetes para IR à Batalha de Aljubarrota? Vocês andam na escola e não aprendem nada? - diz o pai meio danado.
-Então pai, a Batalha de Aljubarrota já foi há muito tempo, já não me lembro.

quinta-feira, 30 de março de 2023

Analogia quase perfeita

 Durante o pequeno-almoço:
-O Zelensky está a ser estranho. - diz macaquito enquanto passavam umas imagens na televisão.
-Porquê estranho? - pergunto.
-Porque está para ali a falar sozinho para duas cadeiras!

sexta-feira, 24 de março de 2023

A vida real de macaquita

Na caixa do supermercado enquanto aguardamos a nossa vez, macaquita repara no rapaz da caixa a rubricar um saco de transporte de compras que a pessoa que estava à nossa frente comprou e pergunta-me ao ouvido:
-Mãe, porque é que o senhor está a assinar o saco daquela senhora? Ele é famoso? 

A curto prazo

 

Dei comigo a olhar para a minha vida e a tentar perceber o porquê de não conseguir escrever nada vai para lá de muito tempo e concluo que já não me consigo rir das desgraças. Ter uma vida merdosa durante algum um tempo é fazível mas passar metade do tempo a arranjar remendos para tapar buracos começa a ser complicado.
Posto isto, decidi que andar cheia de ansiedade, levantar-me a meio da noite para me sentar sozinha e abandonada na casa de banho (está visto que às 3 da manhã ninguém me quer fazer companhia, à excepção talvez do gato mas a esse psicopata sou eu quem lhe dispenso a presença) e passar o dia a ter ideias de cocó para resolver problemas que não têm solução, não me pode roubar a vontade de escrever e por isso, vou tentar voltar, pé ante pé, devagarinho e com pouca vontade mas confiante que as gargalhadas desse lado me trarão coisas boas.
Há quem queiras carteiras, sapatos, jantar fora à sexta-feira (um luxo, diz o senhor do banco…), eu só queria uma cura para a esquizofrenia de algumas pessoas, o poder de ser invisível para enfiar um par de lambadas em dois jovens “adolescentes” que acham bué de cool ser bully e saúde já que o dinheiro nunca há de querer nada comigo!

domingo, 13 de novembro de 2022

Macaquito a descomplicar

Conversa entre amigos. 
-Então M. porque é que o teu pai vendeu o outro carro? -pergunta macaquito. 
-Oh, isso é uma longa história. 
-Longa? Mas pode ser curta, é só contares muito depressa! 


terça-feira, 8 de novembro de 2022

São cada vez mais frequentes as notícias sobre agressões em contexto escolar, isto porque nalguns casos, às agressões juntam-se os vídeos das mesmas, o que confere mais um crime e acima de tudo, nos permite constatar como está normalizada a violência entre adolescentes. Associados aos vídeos, os urros, as lamentações, manifestos de empatia com as vítimas, indignação com os agressores, a incompetência das direções escolares justificadas com desconhecimento, o silêncio dos pais dos agressores e a exploração mediática dos agredidos.
Revolve-me o estômago, a ineficiência da sociedade, o pouco que somos como pais, que justificamos a falta de civismo, educação e empatia dos nossos filhos com diagnósticos sacados num qualquer doutor importante que faz diagnósticos por dá cá aquela palha, ou com expressões "nem sei porque é que o nome do meu filho aí foi parar", porque nos custa admitir que falhámos. Entristece-me saber que nós, os pais, continuamos a reboque de comissões de proteção e de direções escolares que nos dão soluções, desculpas e formas absurdas de contornar a nossa incapacidade de educar os nossos filhos. Nem que seja convertendo a vítima em culpado. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Porque podes

Tudo o que ele quer é ser. Ser amigo, ser colega, ser aluno, ser filho, ser parte. De alguma coisa. Ser da turma, ser da escola, ser da equipa, ser da família. Sem filtros, sem rodeios, sem fingimentos.
Tudo o que lhe pedimos é que seja igual aos outros quando nós, os outros, queremos todos ser diferentes. Tudo o que lhe pedimos é que se submeta às regras bacocas e hipócritas duma sociedade pouco consciente e perversa, que, no entanto, sabemos estar a descambar e mesmo assim pedimos.
Que não tenha discursos disparatados, "ninguém percebe onde queres chegar...".
Que não sacuda as mãos, "parece que vais voar…"
Que não se isole, "assim não vais ter amigos…"
Que não se pendure "estás a ser aborrecido…"
Que não conte coisas "falas demais…"
Que não se feche "tens de dizer o que sentes…"
Vivemos de causas inúteis com a função única de conquistar audiências mas esse não é o mundo dele como não deveria ser o de ninguém. Se tudo o que ele quer é fazer parte, porque não preservar esse querer, de ser de toda a gente, igual a toda a gente mesmo igual aos que só querem ser diferentes. 
Se tudo o que ele quer é SER, deixem-no ser, o que é, como é! Livre, imperfeito e genuíno.


terça-feira, 25 de outubro de 2022

Este palerma que até o lanche me pede...

Ligam-se da escola de música para tratar de uns procedimentos administrativos, depois de tudo tratado:
-Tenho de te dizer isto, o teu filho é o máximo! 
-Então? O que é que ele inventou desta vez? - pergunto.
-Passou aqui a correr e a disse-me: "Bem, vou ali buscar as minhas coisas depressa. Tenho de ir para casa adiantar o jantar!"


sexta-feira, 14 de outubro de 2022

15 anos a arrancar suspiros... e olhos!

 

Hoje celebramos cada palavra, as que tardaste a dizer e as tantas que já te escrevi, nenhuma, por mais valiosa, te fará justiça.
Hoje celebramos a imensidão de tudo o que és e ainda mais, o quanto me fizeste crescer, o tanto que aprendi contigo.
Hoje celebramos todas as cicatrizes, celebramos cada uma delas porque cada uma delas tem uma história, um momento de aprendizagem, um abraço mais prolongado.
Hoje celebramos todos os meus medos, as minhas inseguranças, os suores que me encharcam as noites até que me despertas com respostas audazes ou aos tropeções mas sempre caminhando num sentido qualquer. 
Hoje celebramos a esperança, de poderes ser qualquer coisa, de te permitires ser esquisito, dos que te negam qualquer simpatia poderem ter a lucidez de um dia serem um bocadinho como tu.
Hoje celebramos todas as pessoas a quem pertences, que fizeram da tua história parte da história delas e sustentam a minha esperança na verdadeira inclusão.
Hoje celebramos todas as dúvidas e incertezas e a tua obstinada determinação em fazer tudo o que te vaticinaram ser negado.
Hoje celebramos 15 anos de ti, do dia em que o meu coração ficou tão grande que deixou de me servir, deixou de ser meu, passou a ser nosso. Desde então, sei que cumpriste à regra o teu propósito, o de fazer do mundo um sítio incrivelmente mais divertido e feliz.





quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Quando tudo se perdoa

Ao almoço, macaquito senta-se numa mesa de quatro onde estão apenas  três miúdas. A fedelha mais nova, 12 anos, muda de mesa e chama as colegas que acabam por ir perante a insistência. Macaquita assiste a isto da mesa ao lado e vai chamar uma das responsáveis do refeitório que dá um sermão à fedelha. Esta desmente tudo mas, sobejamente conhecida pelas atitudes de merda, não engana ninguém... Porque tudo lhe é perdoado, porque é da casa, porque é uma miúda e porque "eu também era assim"! 

Não são imprevistos, não são acidentes, são atitudes deliberadas de miúdos a quem todos os erros se desculpabilizam e se escusam consequências. E não quero ser juíza da educação alheia, muito menos parecer que sou melhor do que os outros mas porra, já não é de ânimo muito leve que engulo a mesma sopa todo o santo dia. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Sempre refinado...

 Enquanto brincava com o meu cabelo:
-Olha mãe, tens um cabelo branco! - diz-me abismado.
-Só um?! - respondo eu.
-Só um? - repete macaquita. -A mãe tem uma madeixa de cabelos brancos mesmo à frente.
-Não é uma madeixa, é cabelo de velha mesmo!

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Agora que já consigo rir-me do último filme de terror

 
Chegámos à casa da aldeia ou, como dizem uns amigos muito queridos (e tontos), ao Turismo Rural da Fonte de Pedra, entusiasmadíssimos para passar uma tarde. Mentira, fomos mesmo só para limpar e dar um jeito no quintal, por isso, a única pessoa entusiasmada era mesmo macaquito pois não participa em nadinha que envolva esforço físico, mas é mesmo bom a moer-nos o juízo. Desculpem, comecei o parágrafo a mentir porque na verdade, só estávamos no início da rua quando tudo se precipitou. Foi aí que encontrámos a vizinha da frente, a quem carinhosamente intitulamos de Segurança 24 visto que nos dá um olho pela propriedade quando não estamos. Enquanto dizíamos um olá, macaquito resolve sair do carro.
-Olha, eu vou à frente abrir o portão. - anuímos, ele começa a andar, e quando estamos para arrancar atrás dele, o pai apita o carro na brincadeira. Longe dele imaginar que isso iria espoletar um episódio de susto, não me lembrava da última vez que aconteceu, o certo é que parecia que tinha sido atingido a tiro, levantou os dois pés do chão e caiu como se fosse uma tábua. Ouvi o baque da cara dele a bater no chão e pensei imediatamente que tinha ficado sem dentes. Saí do carro em segundos e só via sangue, agarrei nele da forma mais estúpida que me ocorreu naquele momento e andei o resto da rua até casa com ele por um braço. Já dentro da propriedade, abri a torneira da Fonte de Pedra (vejam só isto, tontos) e tentei lavar o sangue, foi aí que percebi que não tinha um filho desdentado mas sim um filho que parecia ter sido mordido no queixo por um cão raivoso, além das mãos, braços e pernas queimados do alcatrão
Pedi a macaquita que me trouxesse uma toalha lavada, mudei-lhe a t-shirt, para não parecer que se estava a esvair (mais ainda!) e levei-o para o hospital.
Os oito quilómetros que separam a casa do hospital pareceram oitocentos, especialmente ao nível auditivo, supus que nunca mais recuperaria a audição depois daquela gritaria toda. Entrámos nas urgências e a primeira pergunta que ocorreu ao segurança, muito menos competente que a nossa vizinha, foi:
-Então, há azar? - apeteceu-me responder que não, que só tínhamos entrado para um cafezinho e que macaquito preferia chá, daí a gritaria. Entrámos diretamente para a sala de urgência onde, acredito que TODOS, os médicos e enfermeiros de serviço assomaram à porta dos respetivos gabinetes para perceber que forrobodó era aquele. Disfarçadamente, expliquei a uma enfermeira que macaquito, apesar de parecer um adolescente drama queen, era autista e que estava em pânico, que não se iria queixar uma única vez de dores mas que iria panicar com todo e qualquer procedimento hospitalar, portanto, talvez fosse melhor arranjarem-nos um local discreto para continuar o serviço ou arriscavam-se a perder todos os outros pacientes para um hospital psiquiátrico.
Fomos encaminhados imediatamente para a cirurgia, a médica que nos atendeu não podia ter sido mais humana e competente, a enfermeira que lhe tratou todos os centímetros de corpo sem pele e queimados do alcatrão foi incansável e inteligente, deveras inteligente. Sabem como conseguiu que ele acalmasse antes de seguir para o RX? Emprestou-lhe uma cadeira de rodas. Foi o sossego a partir desse momento para todos, excepto para os pacientes na sala espera da cirurgia, a quem moeu o espírito com os seus relatos do acidente, perguntas sobre o estado de saúde e manobras artísticas na SUPER MEGA CADEIRA DE RODAS!
Foi muito assustador mas o pior já passou, claro que não estamos livre doutra, se bem que espero que não seja muito próxima ou qualquer dia fico-me com uma paragem cardíaca e depois não há ninguém que ature estas merdas.
Só vim aqui relatar isto tudo para saberem que estamos vivos e de saúde, apesar das novas cicatrizes, ele no corpo e eu na alma mas também para relembrar as pessoas menos conscientes destas problemáticas que sejam empáticas, mesmo quando vos parecer que o rapaz maior que a mãe está a fazer uma birra porque tem de levar meia dúzia de pontos nos queixos.