Mostrar mensagens com a etiqueta macaquito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta macaquito. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Felizmente não vivemos em Bragança, é que já diziam os Xutos, são 9 horas de distância!

Os 5 minutos que levamos todos os dias a chegar à escola, são sempre repletos de parvoíce. Na pior das hipóteses porque macaquitos decidem embirrar um com o outro, habitualmente porque macaquito me pede para fazer par com ele na imitação de personagens da rádio ou dos desenhos animados. Como são 5 minutos, acaba por ser um bom exercício de relaxamento. O problema põe-se quando as viagens são maiores, ele não se cala um minuto e não aceita nãos como resposta.

Sinopse da última viagem a Lisboa:

-Mãe, agora eu sou o Bruno Aleixo e tu fazes de Busto.
-Mas eu não sei as falas...
-Eu ajudo, não te preocupes!

15 minutos depois:

-Agora és o revisor do Comboio dos Dinossauros, eu sou o Dudu.
-Ok. - digo eu. - Vou começar. "Túnel do tempo, vamos entrar no túnel do tempo. Próxima paragem: Cretáceo Inferior!"
-Não, ainda não é agora, só quando passamos debaixo das pontes....

10 minutos depois:

-Eu sou o Ryder e tu és o Rocky da Patrulha Pata.
-Ehhhhh, eu não quero ser um cão.
-É só a brincar, vá, tu consegues mãe.
-Ok mas é a última, a partir das portagens há trânsito e eu tenho de me concentrar na estrada. - digo na esperança de me safar mas ele não desiste.

Outros 10 ou 15 minutos:

-Vamos jogar ao Carteiro Paulo, o episódio da lavagem dos carros
-Eu sei lá qual é esse episódio!
-Eu ajudo, as falas que não souberes eu digo baixinho. - de notar que ele sabe as falas de cada personagem, de cada episódio, de cada desenho animado, de cada canal infantil...
-Olha, eu sou o gato. - penso para mim que sendo o gato só tenho de miar, nem tenho de prestar muita atenção às falas.
-Ok, eu sou o Paulo: "Carteiro Paulo, os rolos da lavagem do não-sei-quantos" Tuuu, tuuuuu (som de telefone a chamar). Ah, olá Bento, queres que vá buscar uma encomenda onde?

 (Silêncio da minha parte, afinal sou o gato).

-Bento, Bento, estás a ouvir?

 (Continuo em silêncio)

- Bento? .... .... .....  MÃE, IMPORTAS-TE DE FAZER DE BENTO?
-Mas, mas... eu sou o gato...
-O Kiko só mia, não me digas que não consegues fazer outra fala??!

Eu podia dizer "desisto" mas ele nunca consentiria. Também vos podia contar quase tudo da hora e meia de viagem (excepto as falas) mas não vos quero roubar muito tempo.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

No fundo só os gatos importam

-Sabes mãe, ser bombeiro afinal não é assim tão fixe. Acho que já não quero ser bombeiro.
-Então porquê? Andas indeciso outra vez?
-Os bombeiros só salvam gatos... e apagam fogos. Não fazem mais nada fixe. Acho que quero mesmo ser carteiro.
-Humm, carteiro. E o que fazem os carteiros assim tão fixe? - pergunto.
-Ooohhh mãe, entregam o correio. Mas também podem salvar gatos!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Depois das cenas cómicas na sala de espera e antes da cantoria no corredor de saída

Uma consulta, num consultório enorme com duas valências, de um lado está macaquito a ser visto pelo médico e do lado oposto, um outro menino com os pais a fazer avaliação com as técnicas. Até aqui, tudo normal, o que não acho nada normal mas compreendo tão bem, é o progenitor da outra criança, não ter prestado atenção nenhuma à avaliação do seu próprio filho porque não tirou os olhos de macaquito e ria à gargalhada com todos os disparates que ele foi debitando enquanto o médico tentava fazer da consulta uma coisa séria mas falhando redondamente. 

Tão crédulo

Após uma noite de 4 horas e meia, mal dormidas, seguimos viagem até Lisboa para mais uma consulta, não se cala um minuto e não há sono que resista a tanta tagarelice. Nevoeiro cerrado até Vila Franca, ao chegarmos à zona do aeroporto, o trânsito em pára-arranca, por coincidência começam a dar as notícias do trânsito na rádio. 
-Olha mãe a Inês Lopes Gonçalves deve estar a ver-nos nas câmeras do trânsito.- ainda lhe admiro a capacidade de reconhecer todas as vozes da rádio  mas respondo em tom de gozo.
-Sim, sim, provavelmente está!
Estranho a ausência de resposta, espreito  pelo espelho e vejo macaquito a acenar vigorosamente para a janela.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Começo por adiantar um pedido de desculpas aos meus vizinhos

Depois de meses de estudo do Balão do João para violino, vai que o professor de acordeão de macaquito lhe dá a mesma música para estudar. 
A primeira diferença está apenas nas notas musicais, passamos de um MI DO DO RE SI SI... para um SOL MI MI FA RE RE...
A segunda e primordial diferença é que macaquita traz o violino para casa e eu estudo com ela, o que tem contribuído em larga escala para a minha perda de capacidade auditiva. Já macaquito, só toca na aula, em casa estuda as notas comigo, ou seja, cantamos as notas em casa, o que acredito que já tenha contribuído para uma eventual ordem de despejo por parte da demais vizinhança.
Ontem fomos à aula dele, a qual eu assisto (numa metodologia  de "watch and learn") e ele ia com a lição bem sabida mas apesar de se sair sempre melhor do que eu espero quando toca a pôr os deditos nas teclas do acordeão, dou comigo a pensar que ainda temos um longo caminho pela frente. 
No entanto, posso até dizer felizmente, ele tem um professor fantástico que acredita mesmo nele e tem muito de pedagogo. No final da aula, a notícia que macaquito aguardava ansiosamente desde Outubro.
-Bem macaquito, acho que estás quase preparado, mais duas aulas e começas a levar o acordeão para casa.
Pareceria muito mal se deixasse umas caixinhas de tampões para os ouvidos em cada caixa de correio?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TV vs Realidade

Macaquita filmou um anúncio de publicidade, quando foi gravar não contámos a quase ninguém, incluindo macaquito. Hoje vimos na TV pela primeira vez, macaquito encheu a irmã de elogios. Passado uma meia hora, sozinho comigo puxou o assunto.
-Mas gostaste? A mana esteve bem não achas?
-Sim, sim. Mas porque é que ela foi abraçar aquela senhora? Ela nem a conhece!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Eu nem sabia que ele era bombeiro

 Tinha menos de uma hora para uma pequena lista de compras, entre ir buscar macaquito e posteriormente a irmã, tempo mais que suficiente se não me perdesse à procura das prateleiras ou de macaquito, por isso preparei-o ainda no carro.
-Olha, vamos ali fazer umas compras mas não podes fugir de mim, nem fazer disparates.
-Sim mas temos de pagar na caixa número 6, está bem?
-Sim, tudo bem.
Entrámos no supermercado e ele diz-me logo num tom demasiado dramático.
-A caixa 6 está fechada, o que vai ser de nós?
Comecei as compras e ele sempre a reclamar, já estávamos de saída e ouve-se nos altifalantes.
"Estimados clientes, a caixa número 6 vai abrir..."
-Olha mãe, a caixa 6 vai abrir, podemos ir para lá? Podemos?
-Sim, vai andando que eu vou só buscar mais uma coisa.
Entre ir e vir, juro que não demorei mais de 30 segundos
"Estimado clientes a caixa número 6 vai encerrar..."
A cara dele dividia-se entre a estupefacção e o desânimo. Escolho outra fila e encontro a professora dele do primeiro ano, que me dizia que já se vinha a rir porque já o tinha ouvido na outra ponta da loja. Enquanto esperávamos vez, conversámos um pouco e ele aproveitou para se pisgar para o lado de fora das caixas. Dirigi-se à caixa 5 e faz um inquérito ao funcionário sobre o porquê de não estar a caixa 6 aberta, isto claro, recheado de sugestões de funcionamento da própria superfície comercial. O rapaz, cheio de boa vontade e provavelmente farto de o ouvir diz-lhe assim:
-Olha, ficas responsável pela caixa número 6. Vens para aqui trabalhar e a caixa 6 é tua.
Ele corre até ao pé de mim.
-Mãe, ouviste? O senhor disse que eu sou responsável pela caixa 6, por isso, vais buscar a mana e depois vens-me cá buscar.
-Claro que sim, sem problema mas se ficares, tens de fazer o turno completo, por isso, só te venho buscar amanhã de manhã. - com filhos deste calibre tem de se ter destreza mental e argumentos prontos na ponta da língua.
-Ah! Ok...-(e agora o que é que faço??)
Corre de novo para a caixa 5 e diz muito depressa.
-Olhe senhor, eu não posso ficar porque a minha mãe está com um bocadinho de pressa mas amanhã de manhã venho cá assinar contrato!
O silêncio das pessoas que estavam todas atentas à conversa, transformou-se em gargalhada. Ele corre de novo para mim.
-Mãe, mãe, amanhã venho cá assinar contrato mas tens de passar nos bombeiros e dizer que eu já não posso trabalhar mais para eles.


sábado, 14 de outubro de 2017

Olha, uma década!

Dez anos passaram, como que um sopro, dez anos. Duas mãos, todos os dedos, agora contamos todos os dedos. Os mesmos que entrelaças nos meus, quando tens medo ou quando estamos sozinhos, os dedos que me ofereces quando te viras de costas porque queres mesmo dormir. Agora já não tens dedos nas mãos para juntar mas terás sempre as minhas duas mãos para te agarrar. E quando me falharem as mãos, dar-te-ei os braços e se esses alguma vez me falharem, tens o todo um corpo onde te aninhar, por maior que sejas, caberás sempre no meu colo. Estás um crescido, estamos TODOS de parabéns.

domingo, 24 de setembro de 2017

Nunca passarei da cepa torta

Enquanto eu passava a ferro, ele brincava no chão com carrinhos, do nada diz-me isto.
-Sabes mãe, alguém me disse que tu és linda. - pousei imediatamente o ferro, senti o meu ego crescer e não me contive.
-Aí sim? E quem é que te disse isso?
-Olha, um abacate!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

De volta à parvoíce

Voltávamos a casa no domingo, eu e macaquito, ali vínhamos nós nas habituais e intermináveis conversas a que se permite meia hora de viagem, de repente e vindo do nada lembrou-se de me perguntar que dia de Agosto era, disse-lhe que era dia 20 e entrou num pranto. O seu amigo D. tinha feito anos no dia 14 e ele não lhe tinha dado os parabéns (ainda fico estupefacta com esta capacidade de decorar números, datas e acontecimentos que passam ao lado da maioria  das pessoas). Tentei acalmá-lo dizendo-lhe que não fazia mal, que quando estivesse com ele apenas teria de lhe dar um abraço e dizer que se tinha lembrado. Fez-me prometer que no dia seguinte iríamos visitar o amigo ao ATL que ambos frequentaram durante muito tempo, assenti mas expliquei que era provável que alguns amigos não estivessem lá por ser Agosto.
Segunda feira de manhã, mal tinha acordado e já perguntava quando íamos, foi isto o dia todo até que lhe fiz a vontade. Pegou na sua pequena guitarra com o intuito de cantar os parabéns ao D. assim que chegasse.
Como tinha previsto os amigos mais velhos não estavam e o D. também não, brincou com os mais pequenos e matou saudades dos triciclos e das educadoras. Voltou a casa feliz e menos preocupado com a sua "falta".
Já à noite, saiu-se com esta.

A capacidade que tem de imitar na perfeição as pessoas na forma de falar, os sotaques, os trejeitos... só para quem conhece mas faz-me rir a bom rir.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Máquina do tempo

Talvez já vos tenha contado que macaquito gosta muito de loiras, ele tem particular bom gosto com mulheres mas as loiras são e serão sempre as suas preferidas. Esta semana pediu-me para voltar para casa pois tinha muitas saudades da sua cama e quando chegou pediu-me para ir ao café que frequentamos habitualmente pois queria ir ver os amigos que trabalham no café e a E., loira claro e muito muito bonita (e adulta, devo ressalvar).
Contou-me depois uma amiga que macaquito, fixando a E. de longe, lhe disse:
-Sabes B. gostava de ter uma máquina do tempo.
-Para seres mais crescido? - perguntou ela adivinhando-lhe a intenção.
-Para concretizar o meu objectivo!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ciúmes

Toca o telemóvel, do outro lado uma voz cheia de mimo.
-Estou mãe, estou sozinho em casa!
-Sozinho? Onde estão os avós? - pergunto preocupada.
-O avô foi levar a mana ali à rua para ela ir andar com a avó.
-Ah! Ok, então não demora nada. Precisas de alguma coisa?
-Não, estava com saudades e aproveitei para ligar, estás sozinha?
-Sim e com muitas saudades também.
-Olha, não precisas de ligar à hora de jantar.
-Então porquê? - não consegui evitar a gargalhada porque já estava a adivinhar o que me ia dizer.
-Já falámos agora e assim tens mais tempo para descansar.
-Eu não estou cansada e não falei com a mana, talvez seja melhor ligar para lhe dar um beijinho de boa noite.
-Não, não precisas ligar, eu dou-lhe os teus cumprimentos e ligas amanhã pela fresquinha. Vá, adeus, gosto muito de ti. Vou desligar....
E desligou!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Pelo menos tem consciência

O alarme do telemóvel toca, passo os dedos para desligar, deixo sempre o telemóvel estrategicamente colocado na mesa de cabeceira para que o possa desligar ao primeiro som. No mesmo momento ouço:
-Bom dia mamã, dormiste bem?
-Estás aqui?! Nem dei por ti mas sim dormi bem. 
Saio da cama e despacho-me no banho, enquanto me vestia, ele diz preocupado.
-Mamã, o teu telemóvel fez aquele som de acordar. - e reproduz o som tal e qual - eu desliguei, duas vezes mamã.
-Fizeste bem, devo ter-me enganado a desligar. Obrigada.
-Desculpa se mexi no telefone sem autorização.
-Não faz mal, fizeste bem em desligar.
-Mas desculpa mamã, eu sei que não devo mexer sem pedir...
-Já disse que não faz mal, não vais ficar a manhã toda a bater na mesma tecla, pois não?
Cala-se e fica pensativo, olha em redor durante alguns segundos e de repente:
-Qual tecla mamã, não vejo aqui nada.
-Ahahaah, desculpa é só maneira de falar, "bater na mesma tecla" é estar sempre a dizer a mesma coisa.
-Ah! Já percebi mas não vejo qual é o mal, isso é o que eu faço sempre.

quarta-feira, 12 de abril de 2017