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sábado, 21 de abril de 2018

Crimes passionais

A minha ausência aqui prende-se com o motivo pelo qual me tenho ausentado também na vida de macaquitos, coisas boas porém. Em contrapartida, pai macaco tem recebido uma dose extra de vida familiar, mais refeições juntos, mais banhos, mais tpc's, mais passeios, mimos e obviamente, mais situações inusitadas que é o que acabo por sentir mesmo muita falta. Hoje quando foi buscar macaquito à escola, assiste a uma cena em que outro miúdo, agride macaquito com um murro na barriga, ali mesmo junto à entrada da escola. Como não sabia o porquê, não interferiu junto da outra criança e apenas tentou acalmar o filho que chorava copiosamente. O pai do outro miúdo, que pelos vistos até conhece pai macaco, veio ter com ele, pediu desculpa e explicou o sucedido. 
-Desculpa, a sério mas sabes porque é que foi? Foi por causa da Maria Inês, o teu filho andou de mão dada com ela e o meu (apaixonado) passou-se porque diz que ela é a namorada dele.
De seguida, obrigou o miúdo a pedir desculpa que pediu, contrariado, e o nosso desculpou.
E enquanto o pai me contava isto, macaquito exibia um sorriso malandro e vitorioso e ainda me acrescentou os pormenores de ter tomado a mão de dama alheia. E ao que percebi, ela é que lhe deu a mão, ele apenas não a recusou. 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

"What we've got here is failure to communicate"

Acho que tenho um problema de comunicação, ora se repito a mesma coisa vinte vezes, ou cem, ou mesmo mais. Fico sempre na dúvida se não me está a ouvir ou se não compreendeu ou se pura e simplesmente não está para aí virado, começo a acreditar cada vez mais na última hipótese. Gosto que tome banho sozinho quando temos tempo para isso, no entanto, tenho de ficar do lado de fora a explicar como fazer, ordem a ordem para não baralhar muito.
-Macaquito, ainda não molhaste o cabelo todo. Vá atrás também e agora atrás das orelhas... sim, do outro lado... boa. Agora pousa o chuveiro pega nesse frasco em cima e põe champô. Não, na prateleira de cima, nãaaaaaao, a de cima, sim esse. Só um bocadinho, nãaaao... isso é demais. Metade para o chão, não faz mal, agora esfrega, mais para cima, atrás das orelhas... das duas orelhas... direita.... esquerda.... pronto, está bom. Pega no gel de banho... não, esse é o frasco do champô, o do lado com a tampa azul, isso... despeja um bocadinho. Menos, menos, menos, vais entornar... ok, não faz mal. Esfrega bem, pescoço, braços, debaixo dos braços, rabinho, pilinha...
-Rabinho? Quem tem rabo são os cães, eu tenho cu!

Obrigada pai macaco, depois explicas-me como passar tão bem as mensagens....

terça-feira, 3 de abril de 2018

Curto-circuito

Dou comigo a arrancar estrada abaixo, máquina fotográfica às costas e os putos em modo pedinte para passeio pelo campo. Pelo caminho encontramos cavalos, dentro da cerca, aproximam-se como se nos viessem cumprimentar, os miúdos e a avó dão-lhes ervas frescas que apanham do lado de cá e eles deixam-se presentear com festinhas no focinho. E eu, armada em fotógrafa, faço por guardar um punhado de memórias em formato digital. Até aqui tudo bem mas eu sou aquele tipo de pessoa que não vai a lado nenhum que não aconteça uma merda desgraça qualquer, por isso, naquele momento em que estou tão entusiasmada, a tirar a foto, aquela que parece saída das cenas do National Geographic, me esqueço dos 30 mil avisos que tinha feito aos putos e encosto o braço à cerca eléctrica e apanho um choque tão grande que fiquei com o braço dormente e quase posso afirmar que me saíram faíscas pelas orelhas. 




Mas a foto ficou bonita, hein?!  

segunda-feira, 26 de março de 2018

Conveniente

Macaquitos estão nos avós, telefono para matar saudades e tanto um como outro me despacham à velocidade de "900 abraços e 1000 beijinhos". Pudera, com a boca cheia de batatas fritas (que em casa raramente comem), nem quiseram falar grande coisa, quando me apercebi já a minha mãe estava ao telefone para me dizer que dormiram muito bem e se portaram ainda melhor e todas aquelas coisas que os avós dizem mas em que só devemos acreditar a 50%, eu cá creio na parte do dormiram bem.
A meio da conversa comigo, a minha mãe dá um grito:
-Aaai, macaquito, que grande pisadela! - e ouço também o pedido de desculpa a resposta dele do outro lado.
-Não é bonito fazer queixinhas à mamã, avó. A mãe nem gosta...

quinta-feira, 8 de março de 2018

Em oposição aos dias tristes

Apesar da chuva, tenho quase tudo o que preciso para ser feliz, a felicidade são momentos, certo? Este é o momento em que mudamos de estação de rádio e está a dar a música preferida de macaquito.



Vá, pronto, eu sei que podíamos ir ao festival mas não precisam de ser tão generosos nos aplausos...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Que aflição, macaquita.

-Mãe, amanhã tenho de levar fato de treino. Vamos ter educação física.
-À quinta? -  perguntei estranhando o dia.
-Sim, a professora disse que íamos treinar para a prova de aflição.
-Prova de quê? 
-Aflição. Deve ser porque como temos de correr, ficamos muito aflitas.
-Prova de aferição. A-fe-ri-ção, não é aflição.
-Ah! Já percebi. Pois... como temos de correr, podemos cair e ficar feridas. 
Depois de me rir um bocadinho lá expliquei o que quer dizer aferir.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Vou-lhe pedir que me reescreva o currículo

Entramos na farmácia, cheios de pressa e claro, apesar dos vários funcionários ainda estavam algumas pessoas à espera.
-Boa noite, como estão? Ahhhhh, espero que estejam bem... Eu estou bem, sou o macaquito e aquela é a minha mãe. - as funcionárias que o conhecem, sorriem, já estão habituadas. O resto da clientela, esquece as maleitas por um momento e soltam uma gargalhada.
-Sabem? Eu adoro a minha mãe, é a minha pessoa preferida e cuida tãoooooooo bem de mim. Faz o jantar, dá-me banho e trata de tudo lá em casa, até "passa-ferro".
Se eu fosse um medicamento, não tenho a menor dúvida que seria um êxito de vendas.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Doces conversas

Ao deitar:
-Mãe, como é que nasce o pão?
-A sério macaquita? Nem acredito que me estás a perguntar uma coisa dessas. O pão não nasce, faz-se com farinha, água e fermento.
-Siiimmmm, eu sei mas donde é que vem a farinha.
-Dos cereais, o que nós comemos, por exemplo, é de trigo. O mano come de milho, arroz...
-E o trigo vem de onde?
-É uma planta, lembras-te do milho que plantaste? No final apanhaste uma maçaroca com muitos bagos. O trigo não é bem igual mas também dá uns grãos que depois são moídos para fazer farinha.
-Ah, então e o açúcar?
-Vem da cana-do açúcar que também é uma planta. E agora já chega, toca a dormir que o mano também quer um miminho. Amanhã mostro-te as plantas no computador para veres como são os grãos, as canas...
Deito-me ao lado dele e mais um inquérito.
-O que é que estavas a falar com a mana? Nunca mais vinhas.
-Ela estava a perguntar-me como nasce o pão? - rimo-nos os dois.
-Ahhhh tontinha, o pão não nasce.
-Sim, foi o que lhe estive a explicar.
-E o que é que ela perguntou mais? - conhece-a bem e sabe que a conversa nunca fica por ali.
-Tanta coisa. Depois dos cereais perguntou-me donde vinha o açúcar.
-Do açucareiro, claro!

domingo, 14 de janeiro de 2018

2 Rodas 0 Cérebro

Os meus filhos não sabem andar de bicicleta sem rodinhas, a macaquito  até desculpamos por todas as questões relacionadas com desenvolvimento, motricidade, etc. Já ela não tem desculpa, houve uma altura, bem mais pequena que até arriscava e esteve quase lá, depois assustou-se ou magoou-se ou preguiçou, o que é certo é que ainda não sabe mas tem vontade.
-Tens de treinar o equilíbrio, muitas e muitas vezes até conseguires. - dizia-lhe o pai ao almoço. - Quando deres por ela estás a andar.
-Quando der por ela? - perguntou confusa, nunca entende este tipo de expressões porque interpreta tudo à letra.
-É maneira de falar, quando menos esperares, consegues andar sozinha.
A seguir ao almoço, lá foi ela para o quintal, treinar na bicicleta sem rodinhas. Os avós chegaram e enquanto macaquito foi dar um passeio com o avô, eu e a avó conversávamos junto à lareira.
-Mãe, mãe, tu não vais acreditar. - entra de rompante na cozinha, completamente histérica. - "Eu dei por ela" e consegui andar sozinha.

sábado, 6 de janeiro de 2018

É peixe...

Sempre que me quer dar graxa macaquita elogia as refeições que lhes preparo.
-Este jantar está delicioso, adoro este peixe! É o quê?- pergunta ela referindo-se à espécie.
-É o quê?! Ai macaquita, é bom! - responde o irmão prontamente.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Começo por adiantar um pedido de desculpas aos meus vizinhos

Depois de meses de estudo do Balão do João para violino, vai que o professor de acordeão de macaquito lhe dá a mesma música para estudar. 
A primeira diferença está apenas nas notas musicais, passamos de um MI DO DO RE SI SI... para um SOL MI MI FA RE RE...
A segunda e primordial diferença é que macaquita traz o violino para casa e eu estudo com ela, o que tem contribuído em larga escala para a minha perda de capacidade auditiva. Já macaquito, só toca na aula, em casa estuda as notas comigo, ou seja, cantamos as notas em casa, o que acredito que já tenha contribuído para uma eventual ordem de despejo por parte da demais vizinhança.
Ontem fomos à aula dele, a qual eu assisto (numa metodologia  de "watch and learn") e ele ia com a lição bem sabida mas apesar de se sair sempre melhor do que eu espero quando toca a pôr os deditos nas teclas do acordeão, dou comigo a pensar que ainda temos um longo caminho pela frente. 
No entanto, posso até dizer felizmente, ele tem um professor fantástico que acredita mesmo nele e tem muito de pedagogo. No final da aula, a notícia que macaquito aguardava ansiosamente desde Outubro.
-Bem macaquito, acho que estás quase preparado, mais duas aulas e começas a levar o acordeão para casa.
Pareceria muito mal se deixasse umas caixinhas de tampões para os ouvidos em cada caixa de correio?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Eu já tinha dito que ele fala muitas línguas mas e sotaques?!

Nos últimos dias, quando vou buscar macaquitos ao ATL, tenho encontrado uma mãe que não conheço, não sei o nome mas com quem sou sempre "obrigada" a trocar umas palavras de cortesia devido à empatia que macaquito sente por todas as pessoas adultas que lhe dêem dois dedos de conversa. Hoje, mais uma vez, já vinhamos a chegar ao carro quando macaquito se aproxima dela.
-Ah, olá mãe do X, como está tudo a correr na vossa casa?
-Oi, tudo bem? Está tudo bem na nossa casa e na sua casa? - responde-lhe a senhora meio espantada, meio divertida. Fala com o sotaque brasileiro que percebo pela primeira vez.
-Está tudo bem. Sabe? A mãe da Y também é brasileira. - diz ele, talvez achando que o Brasil é uma pequena aldeia e que quem de lá vem tem obrigatoriamente de se conhecer.
-Quem? Não tou vendo quem seja. - responde-lhe a senhora delicadamente mas claramente sem perceber o intuito da conversa que no fundo não tem objectivo nenhum, além da conversa da treta. Eu tento explicar e ela afinal até sabe.
-Ah, já sei de quem você tá falando. Aquela mãe da menina moreninha...
-Sim, sim, é essa. -diz macaquito -Vá até amanhã, uma noite descansada.
Já com uma perna dentro do carro, grita para a senhora com um sotaque brasileiro irrepreensível.
-Mãe do X, você é muito especial! - e de seguida olha para mim - Vês mãe, falei brasileiro.
-Pois foi filho, falaste mesmo... 
Não fosse já de noite e até teria conseguido perceber quem ficou mais ruborizada se eu, se a senhora.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Eu nem sabia que ele era bombeiro

 Tinha menos de uma hora para uma pequena lista de compras, entre ir buscar macaquito e posteriormente a irmã, tempo mais que suficiente se não me perdesse à procura das prateleiras ou de macaquito, por isso preparei-o ainda no carro.
-Olha, vamos ali fazer umas compras mas não podes fugir de mim, nem fazer disparates.
-Sim mas temos de pagar na caixa número 6, está bem?
-Sim, tudo bem.
Entrámos no supermercado e ele diz-me logo num tom demasiado dramático.
-A caixa 6 está fechada, o que vai ser de nós?
Comecei as compras e ele sempre a reclamar, já estávamos de saída e ouve-se nos altifalantes.
"Estimados clientes, a caixa número 6 vai abrir..."
-Olha mãe, a caixa 6 vai abrir, podemos ir para lá? Podemos?
-Sim, vai andando que eu vou só buscar mais uma coisa.
Entre ir e vir, juro que não demorei mais de 30 segundos
"Estimado clientes a caixa número 6 vai encerrar..."
A cara dele dividia-se entre a estupefacção e o desânimo. Escolho outra fila e encontro a professora dele do primeiro ano, que me dizia que já se vinha a rir porque já o tinha ouvido na outra ponta da loja. Enquanto esperávamos vez, conversámos um pouco e ele aproveitou para se pisgar para o lado de fora das caixas. Dirigi-se à caixa 5 e faz um inquérito ao funcionário sobre o porquê de não estar a caixa 6 aberta, isto claro, recheado de sugestões de funcionamento da própria superfície comercial. O rapaz, cheio de boa vontade e provavelmente farto de o ouvir diz-lhe assim:
-Olha, ficas responsável pela caixa número 6. Vens para aqui trabalhar e a caixa 6 é tua.
Ele corre até ao pé de mim.
-Mãe, ouviste? O senhor disse que eu sou responsável pela caixa 6, por isso, vais buscar a mana e depois vens-me cá buscar.
-Claro que sim, sem problema mas se ficares, tens de fazer o turno completo, por isso, só te venho buscar amanhã de manhã. - com filhos deste calibre tem de se ter destreza mental e argumentos prontos na ponta da língua.
-Ah! Ok...-(e agora o que é que faço??)
Corre de novo para a caixa 5 e diz muito depressa.
-Olhe senhor, eu não posso ficar porque a minha mãe está com um bocadinho de pressa mas amanhã de manhã venho cá assinar contrato!
O silêncio das pessoas que estavam todas atentas à conversa, transformou-se em gargalhada. Ele corre de novo para mim.
-Mãe, mãe, amanhã venho cá assinar contrato mas tens de passar nos bombeiros e dizer que eu já não posso trabalhar mais para eles.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O melhor da festa? Foram os croquetes!

Como macaquito não gosta de doces, faço sempre uns quantos salgados que ele também possa comer e desta vez a avó, que não gosta de desiludir, experimentou uma receita nova de croquetes com farinha de mandioca que fez as delícias do petiz. Assim que os provou, agarrou-se com unhas e dentes (literalmente) ao prato e comeu uns quantos seguidos. No entanto, a dada altura  decidiu, por sua iniciativa, que tinha de partilhar os seus maravilhosos croquetes com as outras pessoas para que toda a gente soubesse o quanto eram saborosos. Então pegou num e deu a provar a um amigo, à primeira trinca retirou delicadamente o croquete da mão do conviva e comeu o restante. De seguida fez o mesmo com outro convidado e assim continuou até que não restasse nenhum. Podem chamar-lhe ganância ou gula, eu acho que só tenho de lhe explicar melhor o conceito de partilha.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Parental advisory

Quando pensarem em inscrever as vossas crias numa qualquer actividade musical, lembrem-se que posteriormente terão de estudar com eles, pensem que diariamente terão direito a níveis de poluição sonora ao nível do trânsito em hora de ponta. 
-Então mamã, está bom?
-Tu não te ouves?
-Simmmmm!
-E achas que está bom?
-Eu acho que toquei bem...
-É melhor tocares tudo outra vez, se não te enganares podes parar por hoje.
E por muita vontade que tenham de dizer "isso está uma bosta!", vão dizer "por hoje está bom mas amanhã tens de estudar mais um bocadinho". 


O consolo? O consolo é que o outro ainda não trouxe o acordeão para estudar em casa.

domingo, 10 de setembro de 2017

Mal não há-de fazer

Enquanto eles brincavam aproveitei para passar a ferro na sala, quilos de roupa acumulada que parecia nunca mais acabar, chegou-se a hora de jantar e obviamente ainda não tinha terminado. Depois do jantar, mudei-me para a cozinha para terminar de ver o Telejornal enquanto eles viam um pouco de desenhos animados. A dada altura apercebo-me que precisava de reabastecer o ferro de água.
-Macaquita, trazes-me esse copo que está ao lado da televisão? Com cuidado para não entornares.
-Entornar o quê? Não tem nada. - diz-me ela com um ar surpreendido da porta da sala, mirando o copo.
-Eu não acredito!!! Macaquito, tu bebeste a água deste copo? - pergunto eu meio incrédula.
-Mas eu tinha taaaaaaaaaaaaaanta sede mamã!

Meio litro de água destilada, senhores!


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Derraquê??

Toda uma expressão ganha um novo sentido quando macaquita se sai com esta:
-Não chores sobre o leite do Renato!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Sisuda

 Encostada no balcão da cozinha, aguardava que a máquina de café ligasse, enquanto ele e o pai terminavam de almoçar.
-Mamã, que é que se passa contigo hoje? Estás com um ar estranho.
-Hoje? Estive a manhã toda na macacada contigo. Porque é que estou estranha?
-Essa cara não está laroca! - desmanchei a cara séria e larguei-me a rir com a resposta dele.
-Vês? Muito melhor, agora já estás laroca outra vez!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

De volta à parvoíce

Voltávamos a casa no domingo, eu e macaquito, ali vínhamos nós nas habituais e intermináveis conversas a que se permite meia hora de viagem, de repente e vindo do nada lembrou-se de me perguntar que dia de Agosto era, disse-lhe que era dia 20 e entrou num pranto. O seu amigo D. tinha feito anos no dia 14 e ele não lhe tinha dado os parabéns (ainda fico estupefacta com esta capacidade de decorar números, datas e acontecimentos que passam ao lado da maioria  das pessoas). Tentei acalmá-lo dizendo-lhe que não fazia mal, que quando estivesse com ele apenas teria de lhe dar um abraço e dizer que se tinha lembrado. Fez-me prometer que no dia seguinte iríamos visitar o amigo ao ATL que ambos frequentaram durante muito tempo, assenti mas expliquei que era provável que alguns amigos não estivessem lá por ser Agosto.
Segunda feira de manhã, mal tinha acordado e já perguntava quando íamos, foi isto o dia todo até que lhe fiz a vontade. Pegou na sua pequena guitarra com o intuito de cantar os parabéns ao D. assim que chegasse.
Como tinha previsto os amigos mais velhos não estavam e o D. também não, brincou com os mais pequenos e matou saudades dos triciclos e das educadoras. Voltou a casa feliz e menos preocupado com a sua "falta".
Já à noite, saiu-se com esta.

A capacidade que tem de imitar na perfeição as pessoas na forma de falar, os sotaques, os trejeitos... só para quem conhece mas faz-me rir a bom rir.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Outra vez...

Enquanto isto passava na televisão, macaquita pergunta:


-Mãe, podemos ver isto no cinema?
-Isto o quê? - pergunto eu que não estava a prestar atenção à televisão.
-Este filme, dos "sem dentes".
-Dos quê?! Ahahahahahhahahahhahahahha




(Antes que me acusem, eu já a levei ao otorrino porque ouve uma altura em que achava que a miúda era surda e ela ouve perfeitamente bem, o problema está mesmo no "cébro".)