... Eu falo hoje e para sempre.
"Mãe, tu amas-me?"
"Mais que tudo no mundo!"
"Mais do que a mana?"
"Amo muito os dois"
"Eu também te amo mamã do meu coração!"
Pausa....
.....
.....
.....
.....
"E o pai?"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Agora mais a sério
Não sei quantas pessoas me lêem, sei que são algumas, para mim basta para a mensagem que pretendo passar. Reúno neste blog o que antes (e agora também mas menos) escrevia no meu cadernito, assim à laia de diário para mais tarde recordar e poder mostrar aos macaquitos quando crescerem.
Escrevo também com a esperança que posso mudar alguma coisa no que diz respeito à diferença, espero que as pessoas entendam que ter um filho especial não é o fim do mundo, é sobretudo uma lição de vida.
Macaquito ainda não percebeu que é diferente dos outros meninos, a irmã também não percebeu que o irmão é diferente dos outros meninos, apenas não percebe porque é que começou a calçar-se e a vestir-se primeiro que ele, visto que ele é muito maior.
Mas alguns meninos da escola dele, já perceberam muito bem e fazem questão de demonstrar e ele não entende porque lhe chamam deficiente, sabe que é "mau" mas não sabe o significado. Digo-lhe que é a mesma coisa que quando eu lhe chamo "trollito" ou "tarola", para não ligar, que é tudo a brincar.
A primeira vez que senti na pele que o meu filho era diferente, digo sentir porque sentir é diferente de saber ou aceitar, ele tinha 5 anos e não foi uma criança que lhe chamou um qualquer nome "mau", foi uma mãe que teve uma atitude muito feia. Fez-me pensar no porquê, em que altura da vida nos tornamos preconceituosos porque até àquele dia nunca macaquito tinha sido posto de parte por outras crianças, foi um adulto o primeiro a fazê-lo. Limitações todos temos, o preconceito não é inato, então a partir de que idade é que começamos a dar pela diferença? O vídeo que se segue dá-nos umas luzes...
Sinónimos
Sete da manhã, abro os olhos, macaquito está deitado na minha almofada e sorri para mim:
"Bom dia mamã, olha, sabes, já sei o que rima com banho!" fala muito depressa, atropelando as palavras.
"E o que é Macaquito?" respondo ainda estremunhada.
"É ranho mãe, ranho rima com banho."
"Sim, pois rima e são quase sinónimas...." digo-lhe num tom irónico que reconhece.
"Estás a falar a sério??!"
"Bom dia mamã, olha, sabes, já sei o que rima com banho!" fala muito depressa, atropelando as palavras.
"E o que é Macaquito?" respondo ainda estremunhada.
"É ranho mãe, ranho rima com banho."
"Sim, pois rima e são quase sinónimas...." digo-lhe num tom irónico que reconhece.
"Estás a falar a sério??!"
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Crises matinais
Macaquito é um doce em quase tudo, por isso passo-me com frequência com as birras da irmã que me tiram completamente do sério. A roupa, os sapatos, o cor de rosa, porque tem botões, porque é saia ou porque é calças, há sempre alguma coisa que não está bem. Pior, é sempre de manhã, com a pressa para sair e ela é sempre a última, a última em tudo, a acordar, a comer, a lavar os dentes, a vestir. Ufa que isto de meninas, princesas e cor de rosas não é para mim. Sou mãe de um puto cheio de "maleitas" mas é esta que me acaba com a paciência.
Um dia destes enquanto a calçava, dia raro, particularmente calmo e sem guerras de roupa:
"Mamã, estás zangada comigo?"
"Não macaquita, porquê?"
"É que estás a calçar-me estes sapatos!"
Os sapatos eram umas chamadas carneirinhas que ela detesta. Conclusão, para ela calçar-lhe aquilo é o mesmo que castigo.
Um dia destes enquanto a calçava, dia raro, particularmente calmo e sem guerras de roupa:
"Mamã, estás zangada comigo?"
"Não macaquita, porquê?"
"É que estás a calçar-me estes sapatos!"
Os sapatos eram umas chamadas carneirinhas que ela detesta. Conclusão, para ela calçar-lhe aquilo é o mesmo que castigo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
E no fim?
Começamos a manhã muito cedo para mais uma consulta, saímos de casa bem de noite.
"Mamã, quando chegarmos a Lisboa vai ser de dia? "
"Sim, de certeza. "
"Mas a lua está tão grande e redonda, achas mesmo que vai ficar de dia?"
"Sim, fica descansado, a viagem demora quando chegarmos o sol já nasceu. "
"Olha mãe, fazemos assim, tu distrais a lua enquanto eu converso com a noite, ok?
Mais umas quantas conversas e lembra-se ao que ia e o que mais detesta:
"Mamã, tenho de pôr gotas nos olhos? " Não gosto de os enganar e como não sabia, achei melhor deixar na expectativa.
"Não sei, só quando lá chegarmos. "
"Mas mãe, tenho de pôr ou não? "
"Não sei mesmo, em princípio não. "
"E no fim? "
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Guerra dos tronos
Hora de ir para casa e a guerra do costume, quem viaja na cadeira do Faísca, a cadeira é ranhosa, desconfortável mas mais prática pois usa-se só com o cinto do carro, por isso, pai macaco resolveu trocar a bela da Brittax dela por isto. Tinhamos feito um acordo entre os três, macaquita viaja de dia, macaquito senta o cu à noite.
Macaquito é esperto e finta a irmã entrando pela porta dela e sentando-se de imediato no Faísca. Macaquita faz birra, mãe intervém, acabou a guerra e macaquita chora lágrimas de crocodilo porque perdeu o lugar.
100 metros à frente, um gato perde o amor a uma das suas 7 vidas e atravessa-se à frente do carro, travo bruscamente e macaquita sai disparada da cadeira embatendo no banco da frente. Atrapalhada senta-se muito depressa para eu não ver que contrariada tinha tirado o cinto. Saio do carro, ponho-lhe de novo o cinto e dou-lhe um raspanete. Pergunto-lhe finalmente se percebeu porque não se pode tirar o cinto em andamento, explica-me bem explicadinho que percebeu que se pode magoar, caso um gato apareça (pronto, ainda não percebeu bem tudo, podia ter sido um cão!!).
Macaquito resolve explicar, aos gritos, exactamente o mesmo que eu acabara de dizer, macaquita chora, eu mando calar os dois e macaquito diz:
"Mãe, a Macaquita já percebeu e já foi desculpada, não te irrites com ela por favor!"
A sério, macaquito?!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Chuckie
Será que estou a criar um monstro?
Macaquita tem sempre conversa para mim na hora de dormir, assim numa de engonhar, uma noite destas foi assim:
"Mãe, quero comprar outro irmão."
"Comprar outro irmão? E o que fazemos a este?"
"Deitamo-lo ao rio!"
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