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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Coisas

Após uma semana de aulas, tenho muito para contar, não vos direi a cor das mochilas ou a marca do material escolar, estará obviamente subentendido que para ela "tudo cor-de-rosa" e para ele será sempre azul, tirando o dossier que por motivos lá dele "tinha de ser vermelho".
Primeiro dia dentro das expectativas, macaquita transbordando felicidade por assumir o papel de "crescida", uma maturidade e comportamento na sala de aula pouco habitual nesta idade mas que acaba por não me surpreender, apesar de tudo soltou a lágrima (também esperada) na hora de se despedir. Emocionalmente é um bebé, dizia-me ontem que sempre que a deixo "sente uma coisa na garganta, como quando vamos começar a chorar" e é por isso que me pede que vá embora a correr.
Macaquito preocupa-me, muito. Nunca o vi tão triste como este ano, pede-me todas as noites que não o leve de novo à escola, não trabalha na sala de aula e passamos uma espécie de martírio para fazer os trabalhos de casa. Está demasiado "longe" e não sei como o alcançar mas sei que chegarei lá e depressa recuperará o entusiasmo.
Esta noite, quando deitava a pequenita, ela contou-me os seus problemas com as ventosas dos polvos, diz que lhe metem medo e que seria incapaz de os comer. Disse-lhe que já comeu várias vezes e que apesar de não ser fã do arroz de polvo, que em salada é muito melhor e que tenho a certeza que gosta.
-Podes fazer para ti para eu te ver comer?
-Claro mas tu já comeste e também vais comer e gostar.
-Não me parece.
-Lembras-te das ameijoas? Também dizias que não gostavas e depois zangaste-te com o pai.
-Zanguei-me com o pai?
-O ano passado em Porto Côvo, o pai estava a comer ameijoas e tu não querias provar, provaste apenas no fim e já não havia mais, quando percebeste que gostavas chamaste-lhe guloso!
Largou-se a rir e depois disse-me que não lhe contasse mais nada porque estava a ficar "com aquela coisa na garganta" e não queria chorar. rimo-nos as duas e ouvimos um grande Shhhhhh vindo do quarto de macaquito.
Fui até lá, pediu-me que me deitasse com ele e que lhe explicasse porque me estava a rir com a irmã. Disse-lhe que tinha contado uma parvoíce e daí nos termos rido.
-Posso contar uma piada? -perguntou.
-Só uma, depois dormir.
-Sabes o que o lenhador diz para o pescador?
-Não.
-Tira um bacalhau da cartola!

Ainda me estou a rir...


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Preto com apontamento em amarelo

A avó pegou nos dois macaquitos e foram para a festa da cidade, que por acaso mas mesmo muito acaso, até é a minha cidade natal. A minha mãe fez questão de frisar que apenas me contou isto porque estavam lá muitos amigos meus e eu iria acabar por saber, isso deixa-me um problema, acho que lhe vou chamar um problema de confiança mas adiante.
Chegaram à festa, a banda tocava animadamente e eles foram para a quermesse tirar rifas, a minha mãe assegura-me que tinha os dois pela mão mas tendo em conta aquele problema de confiança referido acima, sinto-me na obrigação de desconfiar. De repente, vem uma revoada (de pessoas não aves) e macaquito  desaparece no meio da multidão. A avó corre, a avó grita por ele, a avó muito provavelmente chora que eu conheço-a muito bem mas macaquito não se encontra em lado nenhum. A avó explica que primeiro suou e depois ficou gelada, bem feita digo eu, por achar que me pode enganar.
De repente, a música pára e ouve-se isto no recinto da festa:
-Atenção, muita atenção. Está aqui um menino perdido, um menino com uns óculos amarelos.
-É meu! - grita a avó e corre para a zona do palco (este sentido de posse irrita-me um bocadinho "É meu, mãe. Meu!"). Donde está percebe que macaquito pede o microfone ao músico.
-Avó desculpa ter-me perdido, foi sem querer, desculpa. - de seguida vira-se para o público e continua. 
-Meus senhores, peço desculpa por ter parado a música mas era uma emergência. Podem continuar a festa, boa noite!
Deu um abraço ao vocalista da banda que antes de recomeçar a tocar, disse para toda a gente ouvir que aquele era um miúdo muito especial. 
"Que orgulho, meu filho, vou dar-te uma medalha de desenvecilhamento!"
No fim disto tudo, só faço uma pergunta:

Óculos amarelos?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Gralha, tagarela, papagaio... respeitinho.

O avô partilha um vídeo de macaquito a lanchar no facecoiso (se pudermos chamar lanche a um pacote de batatas fritas) durante todo o vídeo mal ouço o pequeno visto que a avó parece uma matraca, habitual também, penso que até posso dizer que na nossa família é um problema genético. Faço um comentário "A avó é muito totó." esquecendo-me que o petiz já sabe ler e que tem acesso aos computadores lá de casa. Há dois dias que lhe ligo de manhã e é isto:
-Bom dia mamã, porque é que chamaste totó à avó? Isso não é bonito. 
-Mas... estava a brincar. Era só porque a avó não parava de falar e mal te consigo ouvir...
-Não devias chamar totó à avó.
E sem dizer mais nada, vai andando pela casa e eu a falar sozinha a pensar que ele está a ouvir até que entrega o telefone a alguém e só aí percebo o silêncio do outro lado do fio.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Delicioso!


Consulta em Lisboa, trânsito demasiado lento para quem leva o tempo contado, chegámos em cima da hora, assim que entrámos no edifício da consulta macaquito dirigiu-se ao balcão e falou bem alto.
-Bom dia, sou o macaquito e já cheguei! - gargalhada geral e uns quantos comentários divertidos dos poucos funcionários que não aderiram à greve. Fomos atendidos em menos tempo do que o expectável e a consulta correu demasiado bem até ao momento em que se ofendeu com a médica porque, segundo palavras dele, não é bonito bater nas pessoas com o martelo (de reflexos).
Fomos até ao Vasco da Gama, como combinado com ambos, caso se portassem bem. Ao chegarmos lá perguntou-me há quanto tempo não ia ali, respondi-lhe e ele assentiu com a cabeça sem perceber que o estava a gozar, depreendi isso mesmo no segundo seguinte quando se dirigiu a um grupo de pessoas que ali estavam à espera de qualquer coisa ou de alguém.
-Sabem há quanto tempo a minha mãe não vinha aqui? - as pessoas olharam-no surpreendidos pela pergunta, sorriram-lhe e ele continuou. -Desde a última vez!
Ele seguiu caminho com um sentimento de missão cumprida e eu segui dois passos à frente com macaquita para não me rir do ar embasbacado de toda aquela gente.
Fomos a umas quantas lojas e numa delas, resolveu tecer uns quantos elogios a uma funcionária bonita, novinha e demasiado maquilhada, ela sorria e brincava com ele.
-Sabes, tens um baton muito cor de rosa.
-Pois tenho, gostas?
-Gosto mas devias tirá-lo!
Demasiado honesto mas desta vez nem se portou muito mal, duvido que as outras pessoas sintam o mesmo mas eu acho-o simplesmente delicioso.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Decisões difíceis

 Ainda no hospital.
-Mamã, podemos almoçar no shopping?- rio-me sempre que ele diz shopping, nós dizemos centro comercial.
-Podemos, tenho de passar no Colombo para comprar massas para ti.
-Podemos almoçar batatas compridas?
-Sim, podemos almoçar no Mac.
-E  depois vamos àquela loja dos brinquedos? E...
-Não, depois vamos embora que temos muita coisa para fazer hoje.
Na viagem para casa.
-Mamã, tens muita coisa para fazer?
-Sim.
-Podemos ir a àquele sítio?
-Fazer o quê?
-Comprar t-shirts para o pai.
-Talvez mas tem de ser rápido porque temos muita coisa para fazer antes  de irmos buscar a mana.
Percebi que queria passear mas eu odeio compras.
-Mamã? Podemos parar no shopping X para eu ir lá saltar?
-Não me apetece muito, logo se vê.
Mais uns minutos...
-Mamã?
-Sim?
-Podemos ir ao supermercado comprar o Red ou o Azuis ainda não decidi, podemos mamã?
-Sim, se nos despacharmos a tempo.
-Mamã?
-Sim?
-Podes parar em Aveiras? Acho que vou ter vontade de fazer chichi lá.
-A sério, macaquito? Tens de decidir bem o que queres porque se parar em todos os sítios que me pediste nem amanhã chegamos a casa. Portanto, pensa lá bem o que é mais importante e decide só uma coisa.

....

....

....

-Então, não dizes nada? Estamos quase a chegar àquele sítio, tens me dizer o que queres.
-Está bem! Está bemmmmmmm! Eh pá, até estou a transpirar de tanto pensar.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Piropo

Acordar às 5 da manhã sem resmungar e seguir bem-disposto para Lisboa. Ao fim de meia hora no hospital, todas as pessoas que trabalham naquele corredor lhe sabiam o nome e brincavam com ele. Fez uma amizade especial com a D. Almerinda a quem chamava do fundo do corredor para que o ajudasse nos exames mais difíceis e ela lá vinha, sorriso no rosto e cheia de boa-vontade.
Começou a manhã escondido do médico porque se impôs contar-lhe que não tinha feito tudo exactamente como fora prometido na última consulta. 
Após um último exame, diz-lhe a técnica:
-Tchau borracho.
-Tchau borracha. 
Tinha de "borrachar" a pintura!
É que ninguém o via.


domingo, 5 de junho de 2016

Meter o bedelho

Dia agitado, acordaram cedo, demasiado cedo para sábado mas tarde para eles que tinham a prima em casa e imensas coisas para pôr em dia. Consequência do madrugar, enquanto jantávamos macaquita tinha dores, dores de barriga, de cabeça, de olhos, de garganta, de tudo. A cabeça em cima da mesa, o cabelo no prato, a comida que teimava em permanecer irremediavelmente fria no prato.
-Come, macaquita, se não queres vais dormir.
-Não quero dormir, dói-me a barriga. 
-Deixa-te de tretas, se não queres comer vais dormir. Se queres ir ao ensaio connosco, tens de comer.
Macaquito resolve intervir.
-Estás ouvir, tens de comer senão...
-Macaquito, pára de meter o bedelho. Estou a falar com a mana, não é contigo.
-Ei, eu não sou fedelho.
-Bedelho, eu disse bedelho.
-Bedelho?? Vou escrever no tablet (que é como quem diz, vou googlar).
-Não precisas de pesquisar, não metas o bedelho é o mesmo que dizer para não meteres o nariz onde não és chamado. 
-Se eu quiser escrever no tablet, posso escrever e ver as imagens. Não metas o bedelho nas minhas coisas, ok?!
Fico com a ideia de que percebeu o significado, mesmo sem ver as imagens.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O meu momento "loira"

Uma altura qualquer que macaquito apanhava viroses e gastroenterites de semana a semana e estava com o peso muito abaixo do normal, calhou termos consulta em Lisboa e como habitualmente lá vou eu aproveitar para para ir a uma loja de produtos sem glúten e afins para encher a despensa. Ao entrarmos, ele vê um segurança e vai cumprimentá-lo, o senhor brinca com ele e diz:
-Estás magrinho pá, até se vêem os ossos.
-Pois tadito, tem andado adoentado. - digo eu muito inocente. O senhor ri-se e vai lá à vida dele.
Passado cerca de uma semana, estava eu já na cama, a revirar as minhas coisas neste pequeno cérebro quando me lembro desta conversa e me dá um ataque de riso. O motivo da piada está na camisola que macaquito vestia naquele dia. 



quinta-feira, 19 de maio de 2016

Não se faz

Dividido entre ficar com o pai no trabalho ou ir comigo buscar a irmã, lá se decidiu que ia comigo.
-Vá, despede-te de todos mas despacha-te que já estamos atrasados.
Demora todo o tempo do mundo nos apertos de mão, vai ter com o pai e põe-se na treta, eu não conseguia perceber o que diziam mas apressava-o da rua. Percebo que o pai o manda embora, sai disparado, visivelmente indignado e diz bem alto.
-É assim que tu me tratas, pai?

sábado, 14 de maio de 2016

Na farmácia

Macaquito raramente se engana com palavras mesmo quando lhes troca o significado, ele corrige crianças e adultos sem pudor. Raramente deixa impune uma má pronúncia da irmã ou um plural mal formulado. Por isso, hoje, quando se saiu com esta não consegui conter o riso.
-Macaquita, anda vamos àquela máquina para nos pesarmos. E depois pedimos à senhora do balcão para medir a intenção arterial.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Modas

Estão a ver as calças da moda? Aquelas com um rasgão no joelho que se vendem já assim? Pois esta manhã, ao baixar-me para tirar uma peça de roupa na última gaveta da cómoda de macaquito, ganhei umas calças assim. Tudo bem, já não vou trocar isto, mal se vê. 
De tarde, desloquei-me com macaquito a uma consulta de fisiatria e enquanto aguardávamos que o chamassem, conversávamos e fazíamos uns jogos, até que ele sai do meu colo e repara que tenho as calças rotas  da moda.
-Mãe, olha as tuas calças, como fizeste isso?
-Foi em casa, não faz mal, a mãe logo troca.
-Tens de pôr cola.
-Ok, eu logo trato disso.
Lá foi à vida dele, achei eu que tinha ido brincar, até ouvir alguém perguntar, "então onde está a mãe?". Aparece-me uma terapeuta com um rolo de fita adesiva e eu a explicar que não era preciso e a senhora a achar que eu tinha ficado meio nua e o meu filho a dizer, "sim, sim que não podes andar por aí rota" e todas as pessoas na sala de espera a escrutinar-me de cima abaixo para ver onde estava o buraco e eu à procura de um buraco para me enfiar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Olho negro

Ontem chegou-me a casa com um "olho à Belenenses", a marca da armação bem vincada no rosto e na pálpebra, perguntei-lhe o que aconteceu. Pôs-se de pé para me explicar.
-Então, ia assim a andar e caí. Com a cara no tapete azul. - e ria-se da sua própria desgraça.
-E as mãos? - perguntei
-Estão aqui. - respondeu mostrando-as.
-Sim, eu sei. Tens de as utilizar para te defenderes quando cais, pô-las à frente para não dares com a cara no chão.
-Mas ninguém me atacou...
Tive de me rir, da forma literal como entende tudo o que lhe dizemos, assim como, da inexperiência na arte de cair já que tem muita experiência na queda, é quase diário. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Os avós

Os avós, aqueles seres de coração cheio de amor e disponibilidade, o mimo para dar e vender, a compreensão das birras e o bom senso... eu disse bom senso?
Faz aí uns dois anos, andávamos a pensar comprar uma bicicleta nova para macaquito mas nem sequer tínhamos comentado nada com ninguém. Entretanto, ele vai passar uns dias aos avós e em conversa ao telefone diz-me que o avô lhe tinha comprado uma bicicleta maior, acho que fiquei mais contente que ele, visto que o dinheiro da bicicleta poderia ser canalizado para outras faltas. Pedi ao miúdo que passasse o telefone ao avô, agradeci muito e pedi-lhe que me mandasse uma foto do puto na bicicleta nova (queria mesmo era ver o tamanho da bicicleta), "sim, pois, mais logo, assim que tiver tempo.... não sei se tenho." Estranhei mas não dei a devida importância àquelas hesitações, até ver isto publicado no FB.
Em estado de choque comentei.
Errrrr, a bicicleta é gira mas ele parece a Beatriz Costa!!!
Liguei imediatamente para a cabeleireira e disse-lhe que macaquito vinha na quarta ao fim do dia e eu me recusava a sair à rua com ele naquele estado. Claro que cortou o cabelo ao miúdo fora de horas e pela primeira vez teve direito a uma carecada, único remédio para aquele trabalho do avô. Não consigo esquecer as palavras dela, entre sorrisos dizia-lhe.
Macaquito, tenho de conhecer o teu avô, trabalho nisto há tantos anos e nunca seria capaz de fazer uma franja tão perfeita!


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Uma desgraça, foi o que foi

Enquanto brincava com a pista de comboios, descuidou-se e deu um...pois!
-Aaaaaa.... vocês não ouviram isto, não foi nada.
-Então macaquito, não pode ser, mau mau.
-Não foi nada, foram os comboios.
-Ah sim?! Os comboios deram um pum?
-Não, descarrilaram!!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cobrar amor

Deixámo-los ontem com os avós, já tarde ia a noite, souberam a pouco estes três dias de campo, chuva, sol e muita animação. Liguei hoje, logo pela manhã, para falar com a minha mãe porque me tinha esquecido de uma coisa importante. Falei com os dois, ele demanda saber a razão de não lhe ter ligado ontem (isso mesmo, ontem) lá lhe disse que era muito tarde e não o quis incomodar. Ela faz questão de ser a última a falar, atira-me muitos beijos e abraços por telefone, digo-lhe que desligue e oiço antes de desligar:
-O meu pai não deve ter saudades!


segunda-feira, 7 de março de 2016

A importância da pontuação

Macaquito saiu com o pai e eu fiquei com a pequena em casa, adormecemos as duas no sofá. Peguei nela, deitei-a na cama e voltei para o sofá, onde tornei a adormecer. Quando acordei, por volta da meia-noite, tinha um bilhete. 
Já dei o medicamento ao Macaquito
 Beijo
Pela manhã, enquanto lhes preparava o pequeno-almoço:
-Mamã, mamã, o pai deixou-te um bilhete!
-Sim, eu vi, foi ontem, eu nem vos senti chegar.
Leu o bilhete em voz alta.
-Olha, o pai passou-se. Eu não me chamo Macaquito Beijo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Os aquarianos são loucos!

Deviam ser quatro ou cinco da manhã, acordo estremunhada, nem o ouvi chegar:
-Mamã, parabéns!!! Já posso dar os parabéns? Já é dia dezoito.
-Já, já. Deita-te aqui, ainda é muito cedo, dorme mais um bocadinho.
-Fazes um bolo sem glúten para eu comer também?
-Sim, sim mas dorme agora.
-Mas...
-Dorme!
Deixou a luz do quarto acesa o que me incomoda mas não tenho coragem para sair da cama, faz-me festas mascaradas de puxões de cabelo até à hora de levantar, ficamos naquele "dorme-acorda" até às sete e tal.
Levantei-me com a sensação de ter sido atropelada por um tractor, tenho uma borbulha gigante no queixo em sintonia com os 18 anos que faço e dói-me tanto mas tanto o nariz depois de ter sido atacada por um dossier que se resolveu suicidar e me caiu em cheio nas trombas.
Estamos a começar bem!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Bed time

-Mamã, eu nasci na casa da avó? 
-Quase, foi lá perto, no hospital.
-E chorei muito quando nasci?
-Um bocadinho mas choraste baixinho. 
-E tu estavas lá para me apoiares????

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Máquina do tempo

Enquanto jantávamos, ouvíamos as notícias e a reportagem falava sobre as presidenciais.
-Mamã, o que vai acontecer dia 24 de Janeiro? - pergunta macaquito.
-Vai haver eleições de novo, desta vez vamos votar para escolher um presidente da república.
-E eu também vou votar?
-Não, só podes votar quando fizeres dezoito anos.
-Achas??! Eu não posso crescer tão depressa. Até dia 24 não tenho tempo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pintinhas

Enquanto esperávamos o pai, num cafézito perto do escritório, passa uma rapariga com 2 cães de raça dálmata. Macaquita corre para eles para fazer umas festas e macaquito corre no sentido inverso para se esconder no meu colo.
-Mãaaaaeeee,  protege-me!
-Não tenhas medo, são mansinhos, tu já conheces a Arica.
Levanta-se e aproxima-se um pouco.
-Como se chama o outro?
-Pongo. - responde a dona dos cães - Queres fazer uma festinha?
-Não, não, nem pensar, está cheio de carraças.
Referia-se às pintas pretas que no cão eram mesmo muito pequeninas. Risada geral na esplanada, excepto da dona do cão que não percebeu e ficou com um ar bastante ofendido.