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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Ah pois, a motricidade fina e coiso...

Da única vez que duvidei de ti, a tua vontade sobrepôs-se à minha descrença e provaste, desta vez a mim, que para ti não há impossíveis, que quando tu queres, basta quereres. Era eu a dizer-te num tom condescendente que escolhesses outro instrumento e tu num dilúvio de emoções e histerismo a dizer que não, que era este que querias. Acedi na esperança que me contrariasses a dúvida mas duvidei, duvidei tanto.
E hoje, vejo-te dono das tuas notas, guerreiro contra todas as adversidades, vejo-te esforço e vontade e resoluto quando não atinges a nota certa mas ultrapassas a frustração e atacas de novo com a mão esquerda. Obrigada macaquito, tenho o peito cheio de orgulho e de um amor absolutamente desmesurado.


sábado, 26 de maio de 2018

Cheio de boas intenções

Sarau na escola, macaquito entra na terceira apresentação que consistia numa dança em roda, rápida e com muitos movimentos diferentes e que obviamente obriga a muita coordenação motora. Como habitualmente troca-se todo e faz tudo atrasado ou ao contrário dos demais. Na plateia vou brincando com macaquita.
-Olha o mano, todo baralhado. É mesmo "trambalazana", não acerta uma. - digo isto entre risos e palmas, costumo brincar com as dificuldades dele mas o orgulho que sinto só de o ver tentar mal me cabe no peito.  O pai de outra criança, sentado ao nosso lado, que não nos conhecia mas estava atento  (não o suficiente...) às minhas brincadeiras com a miúda e por consequência à "trambaladança" de macaquito, a dada altura decide intervir num tom paternalista.
-Eu acho que o miúdo tem um problema, deve ter algum tipo de deficiência. 
-Tem, tem... é meu filho! 



domingo, 18 de fevereiro de 2018

Volta a França, aqui vamos nós!


Pode parecer quase nada, aprendi ao longo de dez anos que há lutas duras, que os sonhos são apenas isso, sonhos. Mas também aprendi a lição, que não há impossíveis. Este puto é a prova disso!



Tinha posto a fasquia nos 18 anos...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Macaquito, o optimista

Ligo várias vezes durante o dia até que que alguém me atenda. Prestes a desistir, o avô lá me atende e explica que foram passear e não levaram o telemóvel, ouço-o sair de casa e entretanto já ouço também o pequeno.
-Então meu vadiola, o que andas a fazer?
-Fui à procura da avó, ela deixou as chaves na rua. Nunca sabe de nada, até podem estar no contentor do lixo, ai que eu vou ter uma conversinha muito séria com esta avó! - fala ininterruptamente até quase perder o fôlego.
Percebo que vem a falar e as descer as escadas ao mesmo tempo, o eco ressoa-me nos ouvidos e a sua voz tremelica. Apesar de ter melhorado o equilíbrio com o reajuste da medicação, mudou de óculos à pouco tempo, é provável que ainda não se sinta seguro. Cai tantas vezes e quando cai magoa-se sempre a sério, apesar de nunca ter caído numas escadas, é o que mais me assusta. Tento não passar para ele as minhas preocupações, no entanto, percebe-me a apreensão mesmo quando não digo nada.
-Espera mãe, tenho de agarrar o corrimão... As escadas são muito altas... Ai ai... Isto às vezes é difícil... Mas não te preocupes, o avô vai ali falar com os conselheiros da visão e fica logo tuuuudo bem!