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sexta-feira, 2 de março de 2018

Eu tive dois e custou um "cadito"

-Mamã, quando for crescida vou adoptar uma criança.
-Acho que fazes bem. Só queres adoptar?
-Não queres ser avó?
-Claro que sim. 
-Há muitas crianças que não têm pais, posso adoptar um bebé.
-Sim, claro que podes. É muito bonito pensares assim. - disse-lhe realmente orgulhosa do altruísmo dela.
-Pois, achas que vou deixar que me cortem a barriga ou ter um bebé pelo pipi?! Isso deve doer!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TV vs Realidade

Macaquita filmou um anúncio de publicidade, quando foi gravar não contámos a quase ninguém, incluindo macaquito. Hoje vimos na TV pela primeira vez, macaquito encheu a irmã de elogios. Passado uma meia hora, sozinho comigo puxou o assunto.
-Mas gostaste? A mana esteve bem não achas?
-Sim, sim. Mas porque é que ela foi abraçar aquela senhora? Ela nem a conhece!

domingo, 26 de março de 2017

Homógrafas

Dormimos nos avós, depois de uma noite de borga com os amigos de infância, sabe bem ficar na cama até o corpo deixar de ter posição e as dores de costas ganharem à preguiça e ao frio. Ouvi os pequenos desde muito cedo mas a tranquilidade de saber que o meu pai não os deixa irromper quarto adentro cedo demais, permite-me definhar na cama ouvindo as conversas como se as paredes fossem de papel.
-Avô, avô? - chama macaquito da sala. Como resposta um silêncio anormal.
-Avôôô, anda cá.
Do avô nem sinal, a avó, galinha que é apressa-se até à sala.
-Precisas de alguma coisa, macaquito? - diz-lhe carinhosamente.
-Olha, eu não te chamei, o teu "O" não tem chapéu, tem só um acento, portanto volta lá para as tuas coisas e diz ao avô para vir aqui.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Preguiça mental ou criatividade?

A propósito disto

Lembrei-me disto

 E de pensar naquela altura que era uma justificação bastante válida.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Os europeios...

Macaquito nunca ligou a futebol, é do Sporting porque somos todos, pouco se importava se perdia ou ganhava e acho que nunca olhou para a televisão durante um jogo mais de 5 segundos seguidos. Com o Europeu mudou uns quantos comportamentos, chega a casa, liga a televisão na salita deles e deita-se no sofá a assistir ao jogo que estiver a dar, numa tentativa de imitação do pai. No outro dia repetia divertido os nomes dos jogadores da selecção russa, riu-se sozinho à conta dos "Schennikov, Mamaev e Glushakov" durante mais de 10 minutos, o que, com a dificuldade de concentração em tarefas que apresenta, me pareceu absolutamente fantástico. Na hora de jantar, que agora é sempre hora de jogo, pergunta as nacionalidades das equipas e cada um de nós tem de forçosamente decidir por que equipa vai torcer, mesmo que nos seja indiferente. Normalmente a escolha dele prende-se com as cores do equipamento. Ontem toda a minha gente torcia pela Suécia e eu só para contrabalançar disse que queria um golo da Bélgica.
-Mamã, queres golo da Élgia?
-Sim, quero golo da Bél-gi-ca.- disse-lhe devagar para que percebesse.

-Ah, Bélgica. Então gostas dos bélgios.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Piropo

Acordar às 5 da manhã sem resmungar e seguir bem-disposto para Lisboa. Ao fim de meia hora no hospital, todas as pessoas que trabalham naquele corredor lhe sabiam o nome e brincavam com ele. Fez uma amizade especial com a D. Almerinda a quem chamava do fundo do corredor para que o ajudasse nos exames mais difíceis e ela lá vinha, sorriso no rosto e cheia de boa-vontade.
Começou a manhã escondido do médico porque se impôs contar-lhe que não tinha feito tudo exactamente como fora prometido na última consulta. 
Após um último exame, diz-lhe a técnica:
-Tchau borracho.
-Tchau borracha. 
Tinha de "borrachar" a pintura!
É que ninguém o via.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Olho negro

Ontem chegou-me a casa com um "olho à Belenenses", a marca da armação bem vincada no rosto e na pálpebra, perguntei-lhe o que aconteceu. Pôs-se de pé para me explicar.
-Então, ia assim a andar e caí. Com a cara no tapete azul. - e ria-se da sua própria desgraça.
-E as mãos? - perguntei
-Estão aqui. - respondeu mostrando-as.
-Sim, eu sei. Tens de as utilizar para te defenderes quando cais, pô-las à frente para não dares com a cara no chão.
-Mas ninguém me atacou...
Tive de me rir, da forma literal como entende tudo o que lhe dizemos, assim como, da inexperiência na arte de cair já que tem muita experiência na queda, é quase diário. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

A importância da pontuação

Macaquito saiu com o pai e eu fiquei com a pequena em casa, adormecemos as duas no sofá. Peguei nela, deitei-a na cama e voltei para o sofá, onde tornei a adormecer. Quando acordei, por volta da meia-noite, tinha um bilhete. 
Já dei o medicamento ao Macaquito
 Beijo
Pela manhã, enquanto lhes preparava o pequeno-almoço:
-Mamã, mamã, o pai deixou-te um bilhete!
-Sim, eu vi, foi ontem, eu nem vos senti chegar.
Leu o bilhete em voz alta.
-Olha, o pai passou-se. Eu não me chamo Macaquito Beijo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Bed time

-Mamã, eu nasci na casa da avó? 
-Quase, foi lá perto, no hospital.
-E chorei muito quando nasci?
-Um bocadinho mas choraste baixinho. 
-E tu estavas lá para me apoiares????

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nada de misturas

Quando sai da escola macaquito vai para a academia (ATL/centro de estudos) e por lá tem uns quantos cantos onde gosta de se esconder do resto do mundo e onde brinca sozinho. Um dia destes a A., professora de apoio da unidade de autismo da escola primária, foi lá buscar um familiar. Não é habitual e por isso quando a viu lá, macaquito continuou enfiado debaixo da estante de livros que se assemelha a um carro.
Uma das professoras da academia ao vê-lo lá, chama-o e diz-lhe que está ali a A. que já tinha passado por ele duas vezes sem se aperceber da sua presença.
-Então macaquito, estás aí escondido e não me dizias nada? Não me vens dar um beijinho?
-Não, vai lá, podes ir embora, hoje dou-te o dia livre.
Respondeu-lhe sem pôr sequer o nariz de fora, não fosse ela lembrar-se de o pôr a trabalhar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Argumentos

Vou buscar macaquito à escola e pedem-me que aguarde pois está no gabinete com a psicóloga. Pergunto se tem a ver com as crises de mau feitio que tem apresentado ultimamente, ao contrário da irmã que as limita ao espaço do lar, ele transpõe tudo para a escola. Respondem-me que sim, que se tem recusado a trabalhar, dizendo que não gosta da escola, que vai de férias para a casa de Porto Côvo e nunca mais volta. Sempre foi um pouco preguiçoso para a escola mas ia feliz e quando não trabalhava argumentava cansaço, tem falta de autonomia para fazer qualquer tipo de trabalho sozinho mas desde que devidamente acompanhado trabalhava. Este "não quero, não faço e eu é que mando" não é o meu filho. A psicóloga acha que ele absorve comportamentos, eu concordo e tendo em conta as birras da irmã desde que mudou de escola, encontro aí a razão. 
No caminho para casa, explico-lhes que estão ambos de castigo, ela porque se portou mal no dia anterior e ele porque hoje levou a coisa aos píncaros.
-Tenho muita pena mas vou ter passar a ser mais dura com os dois, como andam especialmente mal-comportados, vão ser castigados. Até se começarem a portar bem, estão proibidos de ver televisão.
-Podemos brincar na sala?
-Sim, podem.
-Mas mãe no outro dia tu também disseste isso e o macaquito ligou sem tu veres e esteve a ver um bocadinho.
-Se alguém ligar a televisão, não brincam e vão para a cama assim que acabarem de jantar.
-Mas mãe...
-Não há cá mas nem meio mas, quem manda sou eu, vão obedecer-me, se me responderem ou não fizerem tudo o que vos disse vão para a cama sem brincar!
Silêncio....

Silêncio....

Silêncio....

-Ouviram o que eu disse? Compreenderam?

Silêncio....

Silêncio....

Silêncio....

-Mas vocês ouviram alguma coisa do que vos disse? - pergunto já bastante irritada.
-Sim mãe mas não vou responder porque não quero ir para a cama muito cedo. - responde-me macaquito, deixando-me sem resposta.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Géneros

Fomos a um casamento, estávamos na rua a conversar e macaquito no habitual périplo em busca de locais sem crianças. A dada altura vem, muito entusiasmado, ter connosco.
-Pai, pai, tens de ir ali comigo. Quero apresentar-te umas meninas. - o pai descartou-se e o tio chegou-se à frente em tom de brincadeira.
-Gajas, onde é que elas estão? Anda lá mostrar.
Passados uns minutos voltam, o tio em lágrimas, de riso.
-Mas vocês querem saber? Este puto é demais, chegou lá e diz-me "aqui estão as meninas que te queria apresentar". Eram os irmãos da noiva!!!
Sim, os irmãos da noiva, rapazes na casa dos 20 anos, têm cabelos loiros encaracolados e compridos e são muito bonitos. Daí a confusão de macaquito e o melão do tio!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ceia??

Obrigatório nas férias é passar no "Café do Zangado" (é assim que macaquito lhe chama, até hoje não percebemos porquê) e comer uns belos caracóis. Confesso que vou sempre na expectativa de que me reconheçam depois da história da "Xebeja" mas é ali que os caracóis são de comer e chorar por mais. 
Aproveitámos um dia em que o vento não nos deixou gozar praia. Conversámos imenso, demos umas gargalhadas em família e a dada altura macaquito perguntou:
-Mamã, isto é jantar?
-Não, claro que não. Então se ainda é de tarde, é lanche.
-Então e quando bebemos o leite à noite, chama-se quê? Reabastecer??!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

As pedras

Sentada na toalha Macaquita encontra uma pedra preta, faz força e parte-a ao meio.
-Mamã, está pedra não tem água.
-Claro que não, as pedras não têm água.
-Ai não? Então como é que os senhores fazem Água das Pedras, daah.