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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Até estava a correr bem

Fomos a uma loja, quando saíamos Macaquito fez questão de me segurar a porta.
- As senhoras primeiro. - disse.
- És um autêntico cavalheiro. - respondi-lhe. Ao mesmo tempo chega uma senhora que espera que eu saia e lhe faz sinal para sair também.
- Não, não minha senhora, pode passar. - e continua segurando a porta. A senhora insiste pois percebe que eu aguardava. Erro crasso!
- Não minha senhora, eu sou um cavalheiro. As senhoras IDOSAS primeiro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Défice de atenção

-Hoje é terça feira, hoje é terça feira.... -canta macaquita assim que acorda.
-Pois é mas qual é a razão dessa felicidade toda?
-Hoje tenho natação, expressão plástica e ginástica e não vou estar quase tempo nenhum com a professora R. É o meu dia preferido.
Não me faz qualquer sentido pôr as competências académicas à frente de nada que os faça felizes, macaquita adora pintar e tocar violino e é particularmente boa nessas actividades, portanto, que se lixe a negativa a matemática (shiuuu, não a vou deixar ler este post) porque sei que é feliz a fazer um monte de outras coisas. Não consigo deixar de sentir orgulho quando me conta que brincou com aquela colega que ninguém gosta ou que teve vontade de chorar porque ninguém quis dar a mão à menina que tem Síndrome de Down.
-Se eu estivesse lá tinha-lhe dado a mão! - contava-me indignada, depois de toda a turma ter levado um ralhete da professora por causa da situação numa actividade que macaquita não frequenta.
Tem nas artes e nas competências sociais uma habilidade imensa, inversa à sua capacidade de concentração em sala de aula e eu sabendo de antemão que todo o esforço que faz para se sair bem nem sempre é compensado, sublinharei sempre que o coração dela é muito maior que zero que teve no último teste.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Juro que o tento educar melhor...

Enquanto arrumava o meu quarto percebi que macaquitos se desentendiam na sala, a forma de resolver os problemas entre eles é desviar o foco do assunto que, a maioria das vezes, é tão complicado como decidir qual o canal de desenhos animados que cada um quer ver.  Opto quase sempre para chamar apenas um e desviar a atenção do não assunto.
-Macaquito, chega aqui à mamã. - chamo do quarto.
-Sim mãe?!
-Ajuda-me aqui a fazer a cama para eu me despachar mais depressa.
-Ok, vou aqui para o lado do papá. - começou a puxar o lençol mas puxa sempre na direcção dele próprio e não da cabeceira da cama. Dei a volta e ajudei a consertar o lençol e o edredão, ficou apenas a dobra do lençol por fazer, voltei ao meu lado e dobrei pedindo-lhe que fizesse o mesmo mas puxou tanto a dobra que desmanchou quase tudo.
-Macaquito, que trapalhada. Eu não acredito que um rapaz com 11 anos ainda não sabe fazer a cama. - digo-lhe em tom de brincadeira.
-Não te preocupes com isso, quando eu crescer vou arranjar uma namorada e será ela a fazer a cama!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Alguém devia ter uma bola vermelha ou como lecionar disciplina positiva...

Uma manhã destas macaquita não se sentia muito bem, tosse e dor de cabeça, dizia ela. Perguntou se podia ficar em casa, como não tinha febre insisti para que fosse à escola. Já à porta da escola teve um ataque de choro, puxei-a para o meu colo e tentei acalmá-la.
-Porque é que estás a chorar assim? Não te sentes bem?
-Eu não quero ir à escola, posso ficar em casa hoje?
-Macaquita, se não te sentires bem ou tiveres febre, pedes para ligarem para mim e eu venho buscar-te.
-Mas a professora grita muito.
-Contigo? 
-Não, não grita comigo mas grita muito alto com os outros e eu nem consigo pensar.

E depois há os bons professores...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Moral do problema

A matemática pode ser divertida. Para mim foi, já macaquito estava um pouco indignado e resolveu mostrar isso. 


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Telecomandar a vida

Não sou muito preocupada em ter a casa toda arrumada, aliás, isso só acontece de muito em muito tempo mas se há alguma coisa que detesto são sapatos fora do sítio. Macaquita é useira e vezeira em deixá-los bem no meio da sala, já ele assim que se descalça vai arrumá-los no sítio certo. As férias foram madrastas em muitas rotinas e alguns (dos bons) hábitos já incutidos ficaram algures perdidos na casa dos avós. Hoje, quando chegámos a casa, eles foram para a sala brincar e quando dou por ela tenho uns ténis e uns chinelos de praia, ambos de macaquito, espalhados pela sala. Percebi pela reacção dele, assim que lhe pedi que fosse arrumar, que iria dar direito a uma birra enorme de tão feliz que estava com o carro telecomandado. Então resolvi improvisar:



Fosse eu tão capaz a gerir as minhas próprias frustrações como sou com as dele e tenho a certeza que seria bem mais feliz!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Orgulho a dobrar

Ontem chegou da escola radiante, recebeu o teste de inglês, 92%.
-É Muito Bom mamã, sabias?
-Não é muito bom filho, é Excelente!
-Sabes? O F. desta vez conseguiu, 73%.
Valeu a hora e meia de estudo com os dois, ele e o amigo do gato. Nunca me passou pela cabeça que em apenas um final de dia de estudo, com duas crianças autistas, conseguisse tão bons resultados. Ofereci-me para estudar com o amigo porque no primeiro teste, ele não tinha conseguido fazer nada, teve zero, o pai lamentou-se que não o conseguia ajudar. Foi com algum receio que o trouxe pois praticamente só o conhecia em contexto escolar e as reacções destas crianças à mudança de rotinas podem ser desastrosas. Fizemos desenhos sobre o tempo, pintámos as cores, brincámos com vestuário e soletrámos todo o vocabulário em inglês, hora e meia de brincadeira aliada ao estudo, dois resultados brilhantes. 
É isto que me faz feliz, nem imaginam o quanto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Preguiça mental ou criatividade?

A propósito disto

Lembrei-me disto

 E de pensar naquela altura que era uma justificação bastante válida.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

90%

Sei que sabes que tenho um orgulho desmedido em tudo o que fazes mal. Quando deste os primeiros passos, tinhas quase três anos, que orgulho. Quando pedalaste um triciclo pela primeira vez, lembras-te? Tinhas quase 5 anos, chorei orgulhosamente a ver o vídeo que o avô mandou. Quando foste para a escola com um computador na mochila porque não conseguias pegar no lápis, senti tudo o que todas as mães sentem naquele primeiro dia e mais, senti orgulho desmesurado. E todos os anos, no final do ano sinto orgulho dos teus suficientes, sei o quanto te custa ganhá-los, atingir uma meta que para os outros tem metade dos quilómetros. 
Sei que sabes o orgulho que sinto em tudo o que fazes, não tenho é bem a certeza se sabes porquê mas eu vou dizer-te. Porque em todas as coisas que fazes mal, todas as pequenas coisas que atinges fazes com a coragem que às vezes me falta. Por isso hoje, quando me telefonaste da escola e me falaste cheio de orgulho no teu primeiro Muito Bom, eu não senti orgulho, senti justiça porque se há alguém que merece um Muito Bom és tu, na escola porque na vida serás sempre Excelente!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Uma questão de método

Não havendo trabalhos de casa, disse-lhe que tínhamos de estudar um pouco as tabuadas que é o que ele mais detesta e por isso não se esforça minimamente em sabê-las. Quando estamos a fazer problemas matemáticos, deparamo-nos amiúde com essa lacuna e as coisas correm muito mal. O  problema é que nem todo o poderio bélico do mundo o demoveria quando ele mete na cabeça que não faz. Por tudo isso e porque ele insistia, com alguma razão, que se não tinha trabalhos é porque a professora lhe deu folga, resolvi ir buscar o quadro branco para a sala e comecei a escrever 4X1=, sem sequer olhar para ele.
Ele pega numa caneta de outra cor e escreve 4 e eu insisto no 4X2= , ele escreve 8 e diz-me que dali para a frente quem põe o sinal de igual é ele. Faço uma festa tão grande que ele até olha para mim espantado, continuamos a brincadeira e pelo meio vamos desenhando bonecos tolos que ganham olhos, nariz, barba e cabelo à medida de cada resultado correcto. Depressa passamos para a tabuada do 5 sem uma única reclamação e com todos os resultados certos e depois a do 6, 7, 8 e 9. Mais uma vez concluo, parafraseando o Scolari , que o burro sou eu porque ele sabe aquilo de cor e salteado e quando me grita o resultado final de um problema, sem me conseguir explicar qual o raciocínio que fez, não é por acaso, é apenas estar uns quantos passos à minha frente.
Ninguém me tira que se o avaliassem no quadro branco ou oralmente, os resultados iriam muito além do suficiente.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Lê e escreve


-O Pooopeeei paaapoou...
-Sim, boa, continua. - incentivo eu.
-Ah, já sei. O Popei papou os espinafres.

Que orgulho, minha filha.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Raramente faço fritos em casa

Macaquita anda teimosa para comer, demora séculos e as refeições são cansativas e pouco proveitosas porque não gosta, não tem fome, tem sono, tem de ir à casa-de-banho ou fazer qualquer coisa tão importante que não pode esperar. Claro que não a deixo tirar o rabo da cadeira enquanto não acaba mas é complicado à hora de almoço porque tem de voltar para a escola a horas. Nos últimos tempos optei por lhe tirar o prato quando chega a hora de ir embora e voltar a dar-lhe o mesmo comer na refeição seguinte. Ontem combinei com o pai que o jantar seria batatas fritas com salsicha e ovos estrelados, um verdadeiro martírio para os crescidos mas a refeição que faz as delícias para os pequenos. 
Chegámos da piscina e ela ajudou-me a descascar batatas, abriu as salsichas e ajudou a fritar cogumelos que adora. Depois da canja, servi-lhe esparguete com carne que sobrara do almoço num prato igual ao que deixara e servi os restantes pratos com a comida que me ajudou a preparar. Não disse nada, comeu tudo e esperou que terminássemos para ver o que sobrava, fiquei na mesa a comer batatas fritas (de castigo) até não sobrar nem uma. Não disse uma palavra, comeu a fruta e seguiu a sua vida.
Hoje, quando a fui buscar à escola perguntou-me o que era o almoço.
-Puré com peixe.
-Puréeee? Puré? Pensava que era batatas fritas.
-Isso foi o jantar ontem, hoje é puré e peixe.
-Pensas que eu não percebi. Eu vou comer o puré todo mas quando for mais velha e fores a minha casa para jantar não te vou dar nada!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Filas

Enquanto a senhora da recepção da piscina me resolvia uma questão, chega um senhor completamente distraído, provavelmente cheio de pressa e pergunta qualquer coisa. 
- O senhor tem de esperar pela sua vez, agora a senhora está a atender a minha mãe! É assim que se faz, cada um espera pela sua vez.
A senhora da recepção não aguentou e largou-se a rir, eu pedi desculpa e o senhor deu-lhe razão mas ficou meio encavacado. Fosse ele tão bom a cumprir as regras como é a impingi-las aos outros e a minha vida estaria claramente mais facilitada.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Somewhere over the rainbow...

Tem sido duro combater a falta de produtividade a que macaquito se entregou, chegar da escola com os dois e depois de devidamente alimentados, arrastá-lo para o quarto para que faça os trabalhos, são sempre poucos e demasiado fáceis, no entanto, nunca se passam menos de duas horas até que consiga terminar. De seguida, pego na irmã e em 10/15 minutos despachamos a parte dela. Estamos nisto há quase duas semanas, sinto-me como se estivéssemos no final do ano lectivo. 
Depois há as actividades extra-escola, concedi a macaquita que desistisse da ginástica porque quer aprender a tocar violino, macaquito continua mas ainda não tive vontade de o levar pois é mais um dia de corre-corre e foi-se-me a coragem. De hoje não passa, a motricidade dele assim o exige. Isso e natação. Ahhhhh! A natação... Querem saber o que aconteceu na segunda aula?
Desci para o balneário faltavam 5 minutos para acabar, cheguei à entrada e os torniquetes não abriam, ao fim de algumas tentativas lá passei, sigo em passo de corrida e dou de caras com a professora da escola de macaquita que muito aflita e enervada me explicava uma situação que tinha acontecido nessa manhã com uma mãe. Fui-lhe dizendo que sim, que compreendia mas tinha de seguir que os miúdos estavam sozinhos, continuou muito arreliada com a situação e eu a andar e ela a falar e eu a pedir e ela a explicar e a muito custo lá chego ao balneário onde já se encontrava a professora de natação que me disse que não havia problema nenhum e que eles já estavam a tomar banho. Acabei de os lavar e vestir e aparece-me uma senhora, aparentemente uma daquelas mães perfeitas, que me diz de dedo no ar e aos gritos.
-SE O SEU FILHO NÃO TEM CAPACIDADE PARA TOMAR BANHO SOZINHO, TEM DE VIR MAIS CEDO PARA O BALNEÁRIO!!
A ira tomou-me, não fosse eu uma pessoa ponderada e ter-lhe-ia enfiado um dedo no olho e um pontapé no cu. Olhei para ela com a minha pior cara e respondi-lhe calmamente.
-Se a senhora não tem capacidade para falar comigo com educação pode voltar pelo caminho que a trouxe aqui.
Ela gaguejou e mostrou-me as calças molhadas. Ela estava vestida na zona de chuveiros, é normal que qualquer criança com mais ou menos CAPACIDADE possa molhar quem ali passa visto que estão com os chuveiros na mão. Pedi desculpa pelas calças e voltei ao meu martírio, controlar a vontade obsessiva de macaquito de fechar as 4576 portas dos cacifos e experimentar todos os secadores independentemente de estarem a ser utilizados por outras crianças ou não. Sentia-me tão desesperada que um pai que ali estava veio em meu auxílio e sossegou o meu filho com uma advertência e depois me disse que era apenas para não ser só eu a ralhar que macaquito já nem me estava a ouvir. 
Ontem, à saída da escola, quando chegou ao portão, deu duas cacetadas na cabeça da irmã, porquê? Porque ela chegou primeiro, chamei-lhe a atenção e começou a gritar enraivecido e completamente descompensado. Sabem o que me irrita? Os olhos minha gente, os olhos, fui condenada de imediato por todas as mamãs que ali estavam, excepto as que me conhecem, essas olham-me com pena... Ainda não descobri o que é pior! Peguei-lhe na mão sem dizer nada e segui com o sorriso do senhor Zé da portaria, esse sim, entende-me. Ao entrar no carro disse-lhe sem levantar a voz.
-Estás de castigo, hoje não vês televisão, se a mana quiser ver não poderás entrar na sala. Foi a última vez que gritaste comigo, não te aceito esse comportamento e não quero ouvir qualquer tipo de desculpa porque não tolero má-educação.
Pediu-me desculpa sussurrando que eu bem ouvi e não abriu a boca até casa.
Após o lanche fizemos os trabalhos de casa e pela primeira vez, fez tudo de seguida, sozinho, apenas com supervisão e algumas perguntas para tirar dúvidas, terminámos em 40 minutos. Dei-lhe um abraço e disse-lhe.
-Foste perfeito, maravilhoso, espero que a partir de hoje, fazer os trabalhos de casa seja sempre assim divertido.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Gralha, tagarela, papagaio... respeitinho.

O avô partilha um vídeo de macaquito a lanchar no facecoiso (se pudermos chamar lanche a um pacote de batatas fritas) durante todo o vídeo mal ouço o pequeno visto que a avó parece uma matraca, habitual também, penso que até posso dizer que na nossa família é um problema genético. Faço um comentário "A avó é muito totó." esquecendo-me que o petiz já sabe ler e que tem acesso aos computadores lá de casa. Há dois dias que lhe ligo de manhã e é isto:
-Bom dia mamã, porque é que chamaste totó à avó? Isso não é bonito. 
-Mas... estava a brincar. Era só porque a avó não parava de falar e mal te consigo ouvir...
-Não devias chamar totó à avó.
E sem dizer mais nada, vai andando pela casa e eu a falar sozinha a pensar que ele está a ouvir até que entrega o telefone a alguém e só aí percebo o silêncio do outro lado do fio.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Delicioso!


Consulta em Lisboa, trânsito demasiado lento para quem leva o tempo contado, chegámos em cima da hora, assim que entrámos no edifício da consulta macaquito dirigiu-se ao balcão e falou bem alto.
-Bom dia, sou o macaquito e já cheguei! - gargalhada geral e uns quantos comentários divertidos dos poucos funcionários que não aderiram à greve. Fomos atendidos em menos tempo do que o expectável e a consulta correu demasiado bem até ao momento em que se ofendeu com a médica porque, segundo palavras dele, não é bonito bater nas pessoas com o martelo (de reflexos).
Fomos até ao Vasco da Gama, como combinado com ambos, caso se portassem bem. Ao chegarmos lá perguntou-me há quanto tempo não ia ali, respondi-lhe e ele assentiu com a cabeça sem perceber que o estava a gozar, depreendi isso mesmo no segundo seguinte quando se dirigiu a um grupo de pessoas que ali estavam à espera de qualquer coisa ou de alguém.
-Sabem há quanto tempo a minha mãe não vinha aqui? - as pessoas olharam-no surpreendidos pela pergunta, sorriram-lhe e ele continuou. -Desde a última vez!
Ele seguiu caminho com um sentimento de missão cumprida e eu segui dois passos à frente com macaquita para não me rir do ar embasbacado de toda aquela gente.
Fomos a umas quantas lojas e numa delas, resolveu tecer uns quantos elogios a uma funcionária bonita, novinha e demasiado maquilhada, ela sorria e brincava com ele.
-Sabes, tens um baton muito cor de rosa.
-Pois tenho, gostas?
-Gosto mas devias tirá-lo!
Demasiado honesto mas desta vez nem se portou muito mal, duvido que as outras pessoas sintam o mesmo mas eu acho-o simplesmente delicioso.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Para o ano há mais!

Macaquito não foi  o melhor da sala, também não foi o pior, dificilmente figurará no quadro de honra da escola, apesar de um segundo período fantástico, o terceiro, a nível psicológico, foi tão mau devido a problemas inerentes à sua condição médica, que eu estive perto de me converter.
Uma coisa é certa e é com muito orgulho que o partilho com todos os que nos lêem, macaquito está no terceiro ano e estamos todos muito felizes.

terça-feira, 7 de junho de 2016

50 tons de pele

A minha filha é preconceituosa, para não lhe chamar outra coisa. Ontem disse-me que o D. tem uns olhos bonitos mas que não gosta dele porque "ele é castanho". Fiquei atónita, nunca me passou pela cabeça que ela pudesse dizer uma coisa destas. A minha reacção inicial foi de condescendência, obviamente tentei compreender o porquê daquelas palavras e explicar-lhe que as pessoas são todas iguais apesar da cor da pele, dos cabelos ou dos olhos. Ela teimou, voltando sempre à afirmação inicial. Quando há uns tempos, enquanto pintava me pediu o lápis "cor de pele", eu
dei-lhe vários lápis, vermelho, castanho, amarelo, rosa-claro, ficou a olhar para mim, então disse-lhe que essa cor  não existia, que há vários tons de pele e pensei em levar a discussão à sala de aula pois em casa não usamos o termo.
Será normal na idade dela? Sempre supus que o exemplo parental e/ou contexto familiar falasse mais alto, terá o contexto escolar um peso tão grande na definição do carácter nesta idade? Ou estou a pôr demasiado peso e isto não será efectivamente um problema?

terça-feira, 29 de março de 2016

Lição de boas maneiras

Fui com macaquito a uma loja de roupa de criança e enquanto eu escolhia umas peças, ele passeava pela loja, provavelmente à procura de portas, mirava-se no espelho, cumprimentava quem passava, enfim, o habitual. A dada altura, ouve-se um grande chinfrim, uma miúda com 4/5 anos que fazia uma birra daquelas por causa de qualquer coisa que a mãe não queria comprar. A senhora, atrapalhada, tentava calá-la sem sucesso.
Macaquito arranca a toda a velocidade, pára ao pé da pequena e diz-lhe assim:
-Então, o que é isso? Não podes fazer birra, não se pode ter tudo!
A miúda cala-se e olha para ele com um ar aparvalhado, eu vou buscá-lo e peço desculpa à mãe da criança.
-Não, não faz mal, deixe-o falar, por favor, deixe-o falar!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A corrida do ovo cozido

Ter dois macaquitos à mesa por vezes não é fácil, macaquito tem tão poucas capacidades motoras que é quase impossível comer de faca e garfo, fá-lo mas com ajuda constante pois a destreza é pouca e metade acaba fora do prato, como a capacidade de planear também é escassa, utilizar dois talheres ao mesmo tempo é coisa para lhe causar muita confusão. Já macaquita, comia exemplarmente aos dois anos mas agora que cresceu, "evoluiu" no sentido contrário, sempre cheia de novidades, bastam trinta segundos de distracção e lá está ela a meter as manitas dentro do prato, ou o cabelo, a inventar formas de dispor a comida no prato como se de uma obra de arte se tratasse. 
Ontem, tinha um ovo cozido inteiro dentro do prato e estava a tentar cortá-lo, só com a faca, o ovo corria a uma velocidade estonteante prato fora, o ovo desesperava à frente da faca mas estava a ganhar a batalha, ela tentou agarrá-lo com a mão mas os meus olhos deram-lhe a entender que talvez não fosse boa ideia e ela lá continuava naquela luta desigual e quase conseguíamos ouvir o ovo a rir. A dada altura, agarro-lhe na mão, ajudo-a a pegar no garfo e com ele espeto o ovo, cessando de vez aquela corrida de doidos.
-Ah! Já percebi. - disse ela, ao mesmo tempo que dava a estocada final com a faca.
-Uau, macaquita, estou impressionado! - diz macaquito com um ar deslumbrado, provocando uma gargalhada em mim e no pai.