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terça-feira, 16 de julho de 2019

Não foi por acaso

Para ti miúda, que nunca baixas os braços. Que vais da lágrima à gargalhada em três segundos. Que fazes de adulta mesmo que não te peça e exageras nesse papel porque nem sempre te permito que sejas sempre criança. Desculpa que te faça crescer tão depressa, não era suposto. As voltas da nossa vida oprimiram o meu querer, sei que não te importas, melhor, sei que quase nunca te importas mas um dia, se não cresceres demais até lá, vou ignorar as birras e as queixinhas e poderás de novo ser a menina pequenina que não tem de se portar que nem gente grande. E olha que conheço gente grande que não te chega aos calcanhares.
Parabéns minha pequenina, pelos teus nove anos e por me encheres de orgulho a cada dia que passa. E obrigada, por me fazeres rir com as tuas calinadas dignas de uma miúda de nove anos e de não te importares com isso. De quereres sempre o meu abraço antes de adormecer. De ser o meu colo aquele que preferes para enxugar lágrimas.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Minueto

Os teus abraços nunca são sussurrados, apertas-me com força pela cintura ou pelo pescoço e apertas-me por muito tempo, sempre que te deixo nem que seja para dormir. Os teus abraços nunca são sussurrados, nem os teus protestos, sempre que te sentes preterida na atenção. Compreendes todos os porquês mas decerto te dou razão para que te sintas assim.
Quero então que saibas, que o meu orgulho em ti também não é sussurrado, o teu caminho não é mais pequeno, nem tem menos pedras e os teus pés bem assentes na terra sustentam a tua cabeça sempre na lua. Se eu fosse o que se diz de todas as mães, tu nunca duvidarias, por isso, terei de te dizer mais vezes o quanto me orgulho também de ti!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Défice de atenção

-Hoje é terça feira, hoje é terça feira.... -canta macaquita assim que acorda.
-Pois é mas qual é a razão dessa felicidade toda?
-Hoje tenho natação, expressão plástica e ginástica e não vou estar quase tempo nenhum com a professora R. É o meu dia preferido.
Não me faz qualquer sentido pôr as competências académicas à frente de nada que os faça felizes, macaquita adora pintar e tocar violino e é particularmente boa nessas actividades, portanto, que se lixe a negativa a matemática (shiuuu, não a vou deixar ler este post) porque sei que é feliz a fazer um monte de outras coisas. Não consigo deixar de sentir orgulho quando me conta que brincou com aquela colega que ninguém gosta ou que teve vontade de chorar porque ninguém quis dar a mão à menina que tem Síndrome de Down.
-Se eu estivesse lá tinha-lhe dado a mão! - contava-me indignada, depois de toda a turma ter levado um ralhete da professora por causa da situação numa actividade que macaquita não frequenta.
Tem nas artes e nas competências sociais uma habilidade imensa, inversa à sua capacidade de concentração em sala de aula e eu sabendo de antemão que todo o esforço que faz para se sair bem nem sempre é compensado, sublinharei sempre que o coração dela é muito maior que zero que teve no último teste.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Ah pois, a motricidade fina e coiso...

Da única vez que duvidei de ti, a tua vontade sobrepôs-se à minha descrença e provaste, desta vez a mim, que para ti não há impossíveis, que quando tu queres, basta quereres. Era eu a dizer-te num tom condescendente que escolhesses outro instrumento e tu num dilúvio de emoções e histerismo a dizer que não, que era este que querias. Acedi na esperança que me contrariasses a dúvida mas duvidei, duvidei tanto.
E hoje, vejo-te dono das tuas notas, guerreiro contra todas as adversidades, vejo-te esforço e vontade e resoluto quando não atinges a nota certa mas ultrapassas a frustração e atacas de novo com a mão esquerda. Obrigada macaquito, tenho o peito cheio de orgulho e de um amor absolutamente desmesurado.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

De todos os sorrisos do mundo o teu é o que mais nos importa

-Mãe, hoje sou eu que te vou contar uma história, pode ser? - pediu macaquita.
-Ok, conta lá mas tem de ser uma história pequenina que já passa muito da hora de dormir. 
-É uma história muito bonita sobre uma arca do tesouro. Quer dizer, é uma história sobre o inverno. No inverno as pessoas andam sempre de mau humor, chateadas com tudo, chateadas com a vida, mal dispostas, só dizem coisas más porque estão sempre mal dispostas e zangadas e de mau humor, nunca se riem e só fazem sorrisos à pressa... - contava a sua história de forma atabalhoada, repetindo sinónimos pois é repetindo sinónimos que dá ênfase ao que quer enfatizar. Sorri com a expressão "sorrisos à pressa" indaguei-me onde a teria lido ou ouvido. 
-A Maria um dia estava em casa à espera do pai e correu para o seu colo quando o ouviu chegar, o pai enxotou-a como se enxota um gato e disse-lhe que ela já não tinha idade para andar ao colo e a Maria ficou muito triste... - continuou a história até ao fim e rematou com um " É bonita, não é mãe? "
-É mesmo,  gostei muito mas agora tens de dormir.
-Achas que o pai anda sempre mal disposto por ser inverno?
-Sim, deve ser isso. - respondi-lhe a rir.
-É que ele já não dá gargalhadas e eu tenho saudades de ver o pai rir.
-O pai ri-se, só anda cansado e sem paciência, tens de ter tu paciência.
-Ele ri-se mas é só com a cara, é como os palhaços. Sabes, os palhaços são pessoas, às vezes estão tristes mas fazem rir os outros, riem-se com a cara, não é com o coração. As pessoas têm de se rir com o coração, só assim é que sabemos que estão felizes.
Abracei-a e dei-lhe um beijo de boa noite, sorri com o coração e mais uma vez fiquei com a certeza que alguma coisa estamos a fazer muito bem. Menos, talvez... sorrir!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Da perda

Quase sete meses passados sobre a morte do meu pai, macaquito começa agora a compreender a dor da saudade, a maturidade emocional que lhe achámos era, na verdade, incompreensão. Chora a impossibilidade de rever o avô, percebe agora que é irreversível, que não podemos ir buscá-lo lá ao sítio onde o deixámos. Mas o avô não queria morrer, diz-me com a voz embargada e eu explico-lhe da maneira que sei, com as palavras mais doces que sei, que a saudade pode ser boa, que é o bocadinho dele que temos no nosso coração que não nos deixa esquecê-lo e que será sempre parte do que somos. Digo-lhe, sem acreditar, que esteja onde estiver o avô nos acompanha e nos protege e estará feliz se nós também estivermos, minto-lhe deliberadamente porque não tenho outra forma de lhe mitigar a dor.
No fundo não sei nada da dor dele, ele explica-se por analogias a que tento dar expressão e valor mas não sei se consigo com exactidão uma medida para essa dor. E ao mesmo tempo que se confronta com a dor da morte percebe da pior maneira que também se perde pessoas vivas, depois do silêncio confuso a que me votou nos últimos dias, chovem agora chorrilhos de perguntas a que não sei de todo responder. Invento razões que ignoro, digo-lhe que às vezes as pessoas se sentem tão sozinhas que não querem ver ninguém mas não espero que compreenda. Enxugo-lhe as lágrimas e envolvo-o entre os meus braços e espero desta forma apaziguar as suas emoções porque sei que não há palavras que o consigam consolar.

domingo, 18 de novembro de 2018

Sol de São Martinho

Foi capricho meu pensar que subiria a escadaria rumo ao espaço e encontraria no seu topo as respostas a alguns dos teus enigmas. Sei que é em Saturno que te encontras, que em Marte tens a tua segunda cor preferida e em Neptuno a primeira. Depressa percebi que não há respostas nas estrelas, que passear pé ante pé na Via Láctea não me faria encontrar-te, não és de outro planeta, não és satélite nem cometa, és azul do espaço e é ao espaço que tornas para te encontrar mas não é lá que moras.
Revolvo galáxias repletas de outros planetas e constelações e não encontro absolutamente nada que me permita compreender os teus mistérios, volto à Terra sem respostas mas cheia de certezas, é no meu colo que encontras consolo, nos meus abraços apaziguas incertezas e saudades e nas minhas palavras procuras conselhos até para as tuas inconveniências. E isto é o que me basta, a certeza do amor que temos.




segunda-feira, 16 de julho de 2018

Oito e uns binóculos

Nem preciso de a consolar, porta-se que nem gente grande quando lhe explico que neste aniversário não poderei satisfazer-lhe os pedidos, aliás tem um coração e a maturidade que falta a muita gente grande. São oito, só faz oito e tudo o que lhe desejo é que seja sempre feliz, suponho que será pois nem nos momentos mais difíceis perde o sorriso. E que bonito é o seu sorriso!



terça-feira, 29 de maio de 2018

Engomo o passado sem tirar vincos, nem rugas, as marcas são para preservar. Engomo-o na esperança vã de o esticar, de o prolongar já que o relógio se nos parou de repente. Tarefa árdua e inútil, restam-nos as memórias e as marcas que deixaste, restam-nos as saudades das tuas mãos, do colo que davas, das histórias inventadas ao minuto com enredos intrincados e divertidos. Restam-nos as saudades.

 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A mãe que sou devo-o a ti

Não sei de que modo amenizar a dor que me corrói por dentro, tento pensar que nada acabou, que ainda o tenho do outro lado da linha de cada vez que macaquito agarra no "telemóvel fixo" e liga o número de casa dos avós. O lado realista leva-me a pensar que já não o verei chegar de máquina fotográfica e câmara de filmar na mão para cada audição ou festa de fim de ano. Ontem tive vontade de chorar no ensaio de orquestra, engoli as lágrimas e puxei pela cabeça para me lembrar de qualquer coisa que me fizesse rir e evitasse ter de sair atabalhoadamente pelo meio das crianças que compõem o grupo. Lembrei-me de muitas histórias de quando eu era tão pequena quanto macaquito é agora, naquela altura em que as máquinas não eram digitais e todas as fotos passavam pelo escrutínio do fotógrafo lá da terra. Imagino que muito se havia de rir o Sr. Horácio com a falta de habilidade dos conterrâneos na arte de fotografar e com todas as coisas invulgares que lhe passavam pelos olhos. Como daquela vez em que rumámos a norte e passeámos por Trás-Os-Montes antes de seguirmos para o Gerês, num desses longos dias de aventuras que por mais anos que tenha nunca irei esquecer, não recordo bem se ainda tínhamos a Dyane ou o Visa 10E, fosse qual fosse seguia carregado até ao tejadilho e o espaço dava apenas para nos sentarmos encolhidos entre almofadas e roupa de cama, sei que descíamos uma estrada montanhosa onde não havia muita floresta e os rochedos ganhavam terreno às árvores vereda abaixo, a minha mãe teve de parar para fazer chichi, longe estava ela de saber que quando fosse buscar as fotografias ao Sr. Horácio, veria o seu rabo branco emoldurado por calhaus no meio de todas as outras fotos de má qualidade mas que ainda guardamos religiosamente. Parece que ainda a ouço, meio incrédula, meio histérica, de faces rosadas de vergonha ante o sorriso malandro do Sr. Horácio.
-Eu não acredito que o teu pai fez isto! - e nós ríamos a bandeiras despregadas perante a foto tirada às escondidas que permanece misturada até hoje com as outras dentro dos envelopes amarelados num saco de plástico velho cheio de boas recordações.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Até já...

E agora? Com quem é vou contar para fazer franjas perfeitas?
Recuso falar em qualquer pretérito, perfeito avô, perfeito pai, sempre presente, para sempre parte daquilo que somos. Certeza tenho apenas que sabes o quanto te amamos e que aquilo que o teu neto viveu contigo não serão apenas memórias, serão lições de vida que farão dele um homem tão grande como tu és!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Do dia que tirei para chorar

Gostava que me repetisses a frase que durante anos me ecoou na cabeça de tão mal que me soou na altura "És intransigente na educação dos teus filhos!", provavelmente nem foi a frase, foi o tom com que a disseste. Das poucas vezes que te senti zangado comigo, esta foi uma delas. Agora sou eu que estou zangada, nunca contigo mas com a merda da vida que nos espetou o dedo do meio em cheio no focinho.
Não sei se mais alguma vez te zangarás comigo e com a minha intransigência, prometo dar-te carta branca para me desautorizares as vezes que quiseres, prometo que nunca mais te direi que os estragas com mimo, peço-te apenas que não desistas do teu amigo inseparável, não o saberei consolar.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O amor é gourmet

Desde que me lembro e quase invariavelmente o meu pequeno almoço são torradas e leite. Quando preparo torradas para mim e para macaquita escolho as mais branquinhas para ela e tiro a côdea, é assim que ela gosta. 
Na manhã de ontem, acordei e encontrei macaquito na sala a ver televisão, o resto da macacada dormia ainda, arranjei o pequeno-almoço só para ele, deixei-o comer na sala e fiquei com ele no sofá. Passado um bom bocado, macaquita acordou e veio dar-me um beijinho, desaparecendo de seguida. Algum tempo depois, aparece de novo na sala.
-Mamã, preparei-te o pequeno almoço.
-O pequeno almoço? Que bom, vamos lá ver isso. - segui-a até à cozinha. Em cima da mesa, uma caneca com leite achocolatado e um prato com duas torradas quase carbonizadas.
-Gostas mamã? As torradas estão pretas como tu gostas.
-Pois é, mesmo como eu gosto. - sentei-me e comi sem reclamar, estavam mesmo boas. 
O amor torrado sabe sempre bem.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dias bons

Chegar a casa, beijá-los já na cama e depois ter isto à minha espera...


No dia anterior, uma bolacha personalizada pela irmã, não tive tempo de fotografá-la mas era boa ;)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O nosso universo

Quis o calendário escolar que hoje recomeçasse a escola após um período de quinze dias de maus hábitos de sono, zero reclusão, zero regras, enfim, quase zero rotinas ao contrário do habitual durante o tempo de aulas. 
Quis o ministério da educação que as crianças voltassem à escola para gaúdio de  alguns pais e verdadeira tortura para outros como eu que desfrutam de uma tranquilidade familiar quase absoluta quando os rebentos estão de férias pois se não há obrigatoriedade de ir dormir cedo, há dias de mimo em casa dos avós, há passeios infindáveis pelo campo, então não há crises existenciais (a não ser na hora de tomar banho, coisa que os meus filhos fariam de bom grado apenas de quinze em quinze dias caso eu o permitisse).
Quis a sociedade que as férias acabassem mas não quis macaquito, portanto hoje, o meu dia e o dele, especialmente o dele, foi um tormento, choro para acordar, choro para o pequeno-almoço, choro para vestir, lavar dentes, calçar, pentear, sair de casa, entrar na escola, choro na hora (e meia) de almoço, choro para entrar de novo na escola e um sorriso de orelha a orelha, assim que me viu à saída das aulas.  
-Têm TPCs? - pergunto ainda o carro.
-Não! - responde macaquita.
-Eu tenho de estudar e acabar um trabalho. - responde ele e eu começo logo a imaginar a próxima sessão de choro.
Ainda durante o lanche vai à mochila, tira o caderno e mostra o que tem para fazer. Estudar o sistema solar e preparar uma apresentação oral. No mesmo momento tive a certeza que conseguia fazer aquilo sem recorrer a psiquiatras.
Ele era o sol e macaquita a terra, movimentos de rotação e translação no meio do quarto, os planetas distribuídos pelo universo que contempla bananas e outras frutas alien, uma barrigada de risota e a matéria sabida na ponta da língua.
É por dias destes que nunca desisto.


quarta-feira, 21 de março de 2018

"Chega de tragédias e desgraças"

Ainda não me saiu da cabeça aquele momento, o momento em que, contra todas as minhas expectativas, subiste os degraus daquele palco, te apresentaste e à tua música e desataste a cantar. Confesso, que por mais que acredite em ti, naquele momento uma panóplia de cenas disparatadas me passaram pela cabeça, afinal quantas vezes já me fizeste rir com os teus despropósitos ou as tuas saídas inusitadas?
De repente dou comigo com uma câmara de filmar na mão, cuja bateria me esqueci de verificar e claro, sejamos realistas, estava descarregada mas que também não me serviria de nada com a carga toda pois que as minhas mãos tremiam mais que varas verdes.  Só ali percebi o quão nervosa estava mas rapidamente passei do estado de mãe neurótica ao de mãe arrebatada pela tua postura segura, pela tua voz bonita, pelo teu fado alegre e pelo teu vestuário demasiado composto apesar da gravata demasiado pequena mas azul, ninguém me tira que a vermelha é que ficava bem, e eu nem gosto de camisas e gravatas, mas azul foi a que escolheste, é a que escolhes sempre e fica-te mesmo bem.
Se não te tivesse, juro que só me restava a escapatória de vinho rasca e muito graduado para me fazer tão feliz. Mas esqueço a realidade que são as nossas tragédias presentes e fico-me fascinada pela tua vontade de vencer numa vida que nem sempre te foi generosa mas à qual te agarraste com mãos e pés fincados, deixando para segundo plano as tragédias e as desgraças.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Se o amor desse para medir




                                                                    O nosso teria 1,90m!

segunda-feira, 12 de março de 2018

"Usa a manga do meu pijama"

Naquela metade do coração onde estás, filha... Hoje do lado maior sendo que não há dia certo para o lado de cada um, há sempre variáveis, o que se portou melhor, o que me deu o abraço maior, o que está doente e precisa de um pouco de mais amor ou apenas porque sim. Dizia eu, antes de me perder em variáveis imensuráveis. Naquela metade do coração onde estás hoje, filha, alojou-se uma certa paz, uma certeza de que estou a fazer tudo bem e que posso um dia morrer descansada com a premissa de que criei uma grande mulher. A simplicidade infantil das tuas palavras mescladas com a perspicácia e o discernimento que falta a uma boa dúzia e meia de adultos, atraiçoa-me o bom senso e acabo contigo a limpar-me as lágrimas. És tão grande miúda, vou-me lembrar disso na próxima vez que fizeres disparate.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Vou-lhe pedir que me reescreva o currículo

Entramos na farmácia, cheios de pressa e claro, apesar dos vários funcionários ainda estavam algumas pessoas à espera.
-Boa noite, como estão? Ahhhhh, espero que estejam bem... Eu estou bem, sou o macaquito e aquela é a minha mãe. - as funcionárias que o conhecem, sorriem, já estão habituadas. O resto da clientela, esquece as maleitas por um momento e soltam uma gargalhada.
-Sabem? Eu adoro a minha mãe, é a minha pessoa preferida e cuida tãoooooooo bem de mim. Faz o jantar, dá-me banho e trata de tudo lá em casa, até "passa-ferro".
Se eu fosse um medicamento, não tenho a menor dúvida que seria um êxito de vendas.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Quem me dera

Percorrer as calçadas do castelo que já conhecemos de cor, roubar limões e alfazema que nos perfumam os bolsos, seguir pela mata contigo agarrada ao meu vestido nas subidas e pela mão em cada socalco lamacento. Ao fim de duas horas, perguntas se é sábado ou domingo. Domingo, digo-te sem hesitar e tu respondes "faz com que não acabe" como se  me fosse possível descartar o calendário. O máximo que posso fazer é guardar todos os minutos dentro da máquina fotográfica, se pudesse parava o relógio e guardava-te também, assim pequenina.