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domingo, 6 de outubro de 2019

Saudades

Não tenho passeado na blogosfera, nem escrevo, nem leio. Por vezes tenho muitas saudades de vos ler e deixar abraços nos comentários. 
No pouco tempo que tenho, acabo sempre a preferir isto.


Mas tenho ali muito rascunho. 

Ah! Também fui votar.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

As prioridades mudam

Por volta dos três anos macaquita, de mão na cintura, pediu-me um telemóvel, um computador e uma máquina fotográfica.
-Cor de rosa, com brilhantes! - rematou.
Esta semana pediu-me, caso eu pudesse, umas chuteiras, um equipamento completo de futebol e uns binóculos.
-Pode ser para os meus anos ou quando puderes.
Mudou muito, é estranho dizer que já sinto saudades das coisas que mais me irritavam quando era uma bebé pespineta. Continuo sem perceber para que quer os binóculos mas um amigo meu diz que é para ver o Mundial de Futebol, afinal a Rússia é longe.

domingo, 30 de julho de 2017

Algodão doce e palavras

Nunca saio de coração a abanar, os mimos do fim de semana preenchem-me as faltas da semana, as saudades que me consomem os dias, desvanecem-se ao primeiro abraço. Ouço-lhes as gargalhadas e colecciono sorrisos, não descuro mazelas irrelevantes, opto por sará-las com beijos na testa ao invés de Betadine. Volto a casa de barriga cheia, importa saber que por mil motivos que tenha para me sentir infeliz, o cheiro doce dos seus cabelos, os olhos grandes cheios de sorrisos e o aperto dos braços são razões de sobra para descurar  as faltas da vida. Adormeço ao domingo como se tivesse 5 anos e tivesse acabado de receber uma caixa de caramelos, amanhã começam os amargos de boca.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ele é tão literal

Enquanto matávamos saudades ao telefone, macaquito começa a ralhar comigo.
-Sabes mãe, não sei o que andas a fazer, estou sempre a ligar do telefone do avô e tu tens SEMPRE o telefone desligado.
-Não pode ser, deves ter-te enganado a marcar o número, eu tenho SEMPRE o telemóvel ligado.
-Na na na na na, eu marquei bem o número, aparece aquela senhora e diz "o número que ligou não está atribuído" e desliga-se.
-Vês? Se aparece essa senhora é porque marcaste o número mal. Diz lá o número que marcaste.
-9XX XZD XXX
-Pronto, está explicado, não é ZD, é DZ. Isso nem parece teu.
-Ah, pois é mamã. Desculpa... - diz-me com uma voz muito triste.
-Sabes o que me apetece fazer-te agora? Roer-te as duas  orelhas ao mesmo tempo. - digo em tom de brincadeira.
-Oh mãe, não dá. Tu não vês que tenho uma ocupada com o telefone? Se não como é que podia estar a falar contigo?!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ciúmes

Toca o telemóvel, do outro lado uma voz cheia de mimo.
-Estou mãe, estou sozinho em casa!
-Sozinho? Onde estão os avós? - pergunto preocupada.
-O avô foi levar a mana ali à rua para ela ir andar com a avó.
-Ah! Ok, então não demora nada. Precisas de alguma coisa?
-Não, estava com saudades e aproveitei para ligar, estás sozinha?
-Sim e com muitas saudades também.
-Olha, não precisas de ligar à hora de jantar.
-Então porquê? - não consegui evitar a gargalhada porque já estava a adivinhar o que me ia dizer.
-Já falámos agora e assim tens mais tempo para descansar.
-Eu não estou cansada e não falei com a mana, talvez seja melhor ligar para lhe dar um beijinho de boa noite.
-Não, não precisas ligar, eu dou-lhe os teus cumprimentos e ligas amanhã pela fresquinha. Vá, adeus, gosto muito de ti. Vou desligar....
E desligou!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Padeço de saudadite

Larguei duas malas, duas mochilas e eles, os dois, ainda lhes oiço as gargalhadas. Tão pouco o tempo que passou, a angústia já me consome. Estou por dentro como a roupa que lhes enviei nas malas, t-shirts e malhas, calções e collants, sol e frio. Sinto no silêncio uma paz difícil de encontrar habitualmente, imploro ao silêncio que me tortura que se faça ouvir. Acordo sem corpo, sem me lembrar que o tenho e que me dói, acordo com um sorriso porque sonhei com anjos, estar só torna os sonhos mais fáceis mas o dia vai entrando em mim e a saudade corrói o sorriso, o tempo não passa e a noite chega devagar. Afundo-me no sofá na pressa de adormecer, à espera que os sonhos me sacudam a saudade.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Inspiração Kandinsky

Macaquito perguntou-me quantos dias tinha de férias e desertou para casa dos avós. "Volto quarta-feira!" disse-me entusiasmado, jurando que ia ter saudades minhas. A irmã desenhou-me um gato, certa de que me serviria de consolo. 


domingo, 23 de outubro de 2016

E os planos do fim de semana

Dei-lhe folga durante o dia de sábado, dia livre de mãe, preenchido de pai, vai lá sujar-te de terra e chatear as galinhas que com certeza já te sentem a falta. À última da hora e com a ameaça de chuva lá decide que vai para o ninho dos avós que lhes fica em caminho e que na volta, volta para mim. 

Pouco mais das nove da manhã já a avó me ligava, que ainda não tinham chegado e estava muito aflita que as coisas más acontecem e a viagem ainda são uns 30 quilómetros. Ligo para eles apenas para confirmar que está tudo bem e que estão mesmo a chegar a casa da avó. Não passou nem meia hora e o "MÃE" aparece de novo no ecrã do telemóvel.
-Mamã, posso dormir aqui na avó? 
Aposto um dedo do pé em como sem combinarem nada, avós e neto, já a tinham toda bem pensada.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O pacificador

Enquanto falo ao telefone com o irmão, oiço macaquita a interromper e a pedir o telefone, ele bem tenta contar tudo o que fez mas as constantes interrupções começam a deixá-lo nervoso.
-Espera, já te dou o telefone. - diz-lhe por diversas vezes e continua a falar. Ela insiste, desesperada e chata.
-Mãe, a macaquita não me deixa falar. Acho que tens de ter uma conversa com ela.
-Ignora-a, conta lá o teu dia que eu já lhe dou um puxão de orelhas.- digo a brincar.
-Não é preciso mamã, basta conversares com ela.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Intervalo

Trago comigo a saudade que diluo com a lembrança do teu sorriso, prescrição perfeita para manifestações violentas de angústia ou daquele aperto no peito. Convoco o teu riso, trago-o ao meu imaginário aliado da gargalhada que só dás possuído pelo sono, é quando a soltas que tenho a certeza que está na hora de te deitar. Guardo-a na memória para que a distância entre um fim-de-semana e outro se revele mais curta. 
Sinto falta dos arrufos petulantes que finjo não admitir, fosse ela tão fácil quanto tu és e os meus dias não teriam metade da agitação, nem constância. Preciso das tempestades tanto quanto da bonança. Tivesses tu a saúde que dela transborda e ninguém me ouviria um lamento. Conto com os dois para ser feliz, conto os dias para o próximo abraço.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Não sei quem é a outra

Confronto as saudades, atrevo-me a desafiá-las apenas com um telefonema, a maioria das vezes, perco a batalha, o som da voz nunca bastará para matá-las, apenas o abraço na estocada final. Perdi por ora esta batalha mas ganhei o sorriso e uma gargalhada.
-Como é? Vens hoje para casa?
-Huuummm, não sei.
-Ainda não tens saudades minhas?
-Claro que sim, continuas a ser a minha mãe preferida.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ampulheta

Quarenta e oito horas para matar saudades, não obstante a permissão para que partilhassem os lençóis comigo ganhando assim algum do tempo perdido, não consegui matar quem me matava. Soube a pouco mas deu para tanto, deu para banhos na piscina, para quedas seguidas de sustos e galos que não cantaram curados com sacos de favas congeladas da horta do avô, deu para asneiras com terra pelo ar, uns quantos ralhetes do pai, que a mim faltam-me as forças e a vontade quando estou tanto tempo sem os poder abraçar. Quarenta e oito horas de pés descalços, pretos que nem carvão até à hora de deitar, faltam menos de cento e vinte.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Ama-seca

Férias significam saudade para mim, os avós contam ansiosamente os dias, eu também. Divergimos de razões, convergimos na dimensão do amor. O meu coração ressente-se, bate descompassado, outras vezes acelerado, sinto um nó no estômago, outro na garganta, no fundo tenho uma corda enrolada a mim, que nem cobra que se prepara para esmagar a presa, é isso, sinto-me esmagada, estraçalhada de saudades, nem a voz dele me sossega a angústia, apenas saber que está feliz.
Agora é doutor, desses doutores médicos e responsável, diz ele, pelo avô. 
Noutro dia, a avó tendo de sair, como avô descansava ficou renitente em deixá-lo em casa, mas ele não queria ir, prometeu que tomava conta da casa e do avô. Quando voltou, diz-lhe o avô que à hora do lanche, macaquito assumindo a sua função de cuidador, médico, enfermeiro, responsável e sei lá que mais, lhe diz assim:
-Avô, diz-me o que queres para o lanche que eu vou preparar.
Rimo-nos todos ao telefone, que ele nem consegue ir buscar um copo de água sozinho. Se o deixassem, ele teria deixado a cozinha num caos mas o avô não passava fome.
Playstation de 1980 (legenda descaradamente roubada a um amigo)

terça-feira, 31 de maio de 2016

A mais...

Uma amiga liga-me a dizer que ia passar lá em casa, quando a campainha toca peço a macaquito que vá abrir e ouço-o no intercomunicador.
-Aaahhhh M. tu és a mais bonita do mundo. - diz assim que a vê no vídeo porteiro.
Passados uns dias, estava eu a ligar a outra amiga, ele pede-me o telefone para falar com ela.
-Ó V. tu és a mais doce do mundo inteiro. 
À noite encontramo-nos todos e comentávamos estas divagações dele e eu digo-lhe em jeito de brincadeira.
-Não percebo nada disto, a M. é a mais bonita, a V. a mais doce e eu? Onde é que eu fico no meio disto tudo?
-Então?! Tu és a mais fofa!
O meu pequenito está de volta.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Gestão de ausência

-Como o papá hoje não está, podemos dormir na tua cama?
-Como hoje se portaram particularmente bem, podem. 
Ela adormeceu no sofá muito antes da hora de dormir, fruto talvez das duas vacinas que aguentou estoicamente e que lhe fizeram doer os braços todo o dia, o que não invalidou que eu cumprisse a promessa e a deitasse na minha cama. Deitei-o um pouco depois no lugar do pai e reparei que não parava de esfregar os olhos.
-Tens comichão? Não podes esfregar assim os olhos.
-É uma lágrima de saudade do pai.
-O pai amanhã já cá está. 
-Ao almoço?
-Não, só à noite mas ainda vos vê acordados. Vá, dorme.
-Não consigo dormir.
-Consegues, se fechares os olhos.
-Mas se eu fechar os olhos não posso olhar para ti.
-Mas se fechares e adormeceres, podes sonhar comigo.
Dois minutos e um suspiro, adormeceu a sorrir.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cobrar amor

Deixámo-los ontem com os avós, já tarde ia a noite, souberam a pouco estes três dias de campo, chuva, sol e muita animação. Liguei hoje, logo pela manhã, para falar com a minha mãe porque me tinha esquecido de uma coisa importante. Falei com os dois, ele demanda saber a razão de não lhe ter ligado ontem (isso mesmo, ontem) lá lhe disse que era muito tarde e não o quis incomodar. Ela faz questão de ser a última a falar, atira-me muitos beijos e abraços por telefone, digo-lhe que desligue e oiço antes de desligar:
-O meu pai não deve ter saudades!


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Desejos

De férias com os avós há sempre passeios divertidos, desta vez, o Borboletário. Ao telefone perguntei a cada um deles o que achou.
-Vi borboletas e os ovos que pareciam pedras e lagartas, mãe. Sabes que as borboletas primeiro são lagartas? Também havia casulos branquinhos e vi casulos cheios de borboletas e outros abertos porque as borboletas já tinham saído. E vi casulos verdes, verdes como o Sporting... - macaquita falou entusiasmada, descrevendo maravilhada tudo o que viu.
-E tu macaquito, que fizeste hoje?
-Fui ver borboletas. Mas assustei-as porque estava farto e não me apetecia estar lá. 
Macaquita viveu todo o ciclo e chegou a borboleta, cheirou as flores, consumiu o néctar. Já ele, ficou ali pela fase larvar, dentro do casulo ansiando um final qualquer. Tem dias assim, são esses que me trazem angústia.
O meu desejo, não para o ano mas para a vida, é voarmos todos juntos com asas de borboleta. 







segunda-feira, 7 de setembro de 2015

De volta


Após alguns dias de descanso, praia e muita brincadeira longe de casa, das internetes e afins, estamos de volta. Temos histórias novas para contar...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os nossos corações

Fazia nove dias sem ti, sem te ver com os olhos porque quando te ouço sinto que te estou a ver. Não me abraçaste logo, correste que nem louco pela casa toda "não encontro, tenho uma prenda para ti mas não encontro", choraste a tua perda que era minha afinal. Como sempre, o remédio caseiro está nos avós "vai lá ver no teu quarto, foi lá que deixaste", correste de novo como se o mundo fosse acabar naquele segundo, na volta o sorriso consumia o teu rosto "olha mamã, tenho um coração para ti!". Devolvi o sorriso e aí abraçaste-me tanto, enchi-te de beijos + 1, este último era azul e enorme, não percebeste de quem era mas fiz questão de te dizer. Olhaste para mim como quem não percebe nada, aceitaste-o com o sorriso do costume. "Gostas do teu coração? Podes pendurá-lo no espelho do carro!" Sorri e não acedi ao pedido mas prometi guardá-lo junto a mim, o meu só o uso para bombear o sangue que me dá vida pois é teu desde o primeiro dia, assim como os vossos são meus desde sempre. Troca justa, parece-me.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Um poucochinho para ele chega

Macaquito tem uma fixação com t-shirts com letras nas costas. Julgo que tem a ver com o facto de uma altura lhe ter comprado umas básicas da Benetton que tinham as letras desenhadas atrás, comprei todas as cores disponíveis e nesse ano era sempre as que queria vestir. Entretanto cresceu e nunca mais consegui arranjar nada parecido, ele que não liga nada a roupa, muito menos se tiver bonecada, sempre que entra comigo numa loja vai imediatamente ter com alguém para perguntar se tem "camisolas com coisas nas costas".
Este fim-de-semana deixámo-los nos avós e fomos "viver a aldeia" durante quatro dias, já lá vão uns anos desde o último festival e foi bom matar saudades destes desvarios. No último dia, fui comprar-lhes uma lembrança e reparei que faziam t-shirts na hora, pedi que me fizessem com os nomes deles nas costas e o símbolo do festival por baixo. Assim, género jogador de futebol, pirosas mesmo, tenho de admitir.
Ontem o pai foi levá-las e filmou tudo. Nunca mas nunca vi uma criança tão feliz com uma coisa sem jeito nenhum ( não digam a ninguém mas na parte que me mandou beijos pelo telefone, as lágrimas assomaram ali ao cantito do olho). E estava tão entusiasmado com a da irmã como com a dele. Ela, entretanto, já me pediu uma bicicleta nova...
Já macaquito, temo que vá andar a semana toda com a mesma t-shirt.